Nilton, com 45 anos de idade, está internado em um hospital psiquiátrico há três anos com um diagnóstico de esquizofrenia. Depois de vários episódios de agressão à equipe e a outros pacientes, e também de três fugas no decorrer do primeiro ano de internação, a equipe determinou um acompanhamento de 24 horas para o paciente, com revezamentos que garantam uma vigilância integral. Outra medida adotada foi a retirada do paciente das atividades coletivas, para evitar contato com outros pacientes e preservar o próprio paciente e os demais envolvidos no local contra agressões.
Julgue os itens a seguir que versam acerca do tratamento ministrado no caso hipotético apresentado, tendo em vista as diretrizes da reforma psiquiátrica no ...O conhecimento sobre as características, evolução e limites das Doenças Orgânicas permite a planificação de estratégias para seu enfretamento e é fundamental para uma política de inclusão. A partir do fragmento é correto afirmar:
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O movimento da psiquiatria comunitária, como alternativa ao asilo, propunha um programa mais amplo de intervenção na comunidade, visando evitar o adoecimento mental. Para além de detectar precocemente as situações críticas, evitando as internações, buscava, com uma intenção preventiva, organizar o espaço social de modo a prevenir o adoecimento mental. O tratamento mantém o paciente na comunidade e faz disso um recurso terapêutico, pretendendo, com isso, normalizar o social, para que o doente mental possa nele habitar em vez de ficar recluso no asilo.
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A reforma psiquiátrica brasileira promoveu uma transformação da assistência e do estigma social da loucura no Brasil, ainda que lentamente, desenrolando-se ao longo dos dez anos em que o projeto de lei tramitou sem ser aprovado. Entre as experiências, inclui-se o surgimento do centro de atenção psicossocial (CAPS), serviço de atendimento-dia, fundamentado na constatação da especificidade clínica do doente mental, priorizando acolher as dificuldades de vida geradas pela doença e as possibilidades de expressão subjetiva do psicótico grave. Nesse intuito, acredita-se que o tratamento requeira muito mais do que uma consulta ambulatorial mensal ou...
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A reformulação da instituição de cuidados em saúde mental depende da reformulação conceitual quanto aos aspectos da doença mental, que engloba toda a existência da pessoa doente e, portanto, não se restringem aos sintomas e sua remissão. Dispensando todo o saber tradicional da clínica, a psiquiatria renovada recusa uma abordagem exclusivamente sintomatológica da doença mental e cria um processo de tratamento não mais enfocado na figura da doença, mas na pessoa doente. Para isso, incorpora outros saberes, outros procedimentos e outras preocupações.
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Entre as recentes experiências de tratamento psiquiátrico, destacam-se os serviços residenciais terapêuticos: casas inseridas na comunidade, destinadas a servir de moradia para os pacientes egressos de internações psiquiátricas de longa permanência que não possuam suporte social e laços familiares. Esses serviços servem a pessoas que, tendo passado longo período de internação, perderam seus laços sociais e familiares, e tornaram-se dependentes de uma instituição asilar. Essas residências, ao promoverem uma moradia assistida, fora do ambiente hospitalar, auxiliam o processo de reabilitação psicossocial.
As disciplinas clínicas na área da saúde mental, como a psiquiatria e a psicolo-gia, nasceram em instituições como hospitais psiquiátricos, prisões, reformató-rios e fábricas e objetivaram, principalmente:
Para Lobosque (2003), a clínica em movimento é uma clínica:
A fundação do asilo, no final do século XVIII, assegurou o poder dos que se propunham a cura dos loucos e possibilitou toda uma sistematização do traba-lho terapêutico que compreendeu:
As instituições públicas de atendimento aos portadores de sofrimento mental como os CERSAMs e CAPs, que acolhem os sujeitos em crise, trazem em sua concepção um modo diverso de conceber a loucura e os loucos, em relação aos sistemas asilares, qual seja: