471
Q947300
Assinale a afirmativa na qual o “o” pertence à mesma classe morfológica e exerce a mesma função sintática que em “E a própria vaidade o remunerava.” (1º§)
472
Q947299
Os idiotas da objetividade
Sou da imprensa anterior ao copy desk. Tinha treze anos quando me iniciei no jornal, como repórter de polícia. Na redação não havia nada da aridez atual e pelo contrário: — era uma cova de delícias. O sujeito ganhava mal ou simplesmente não ganhava. Para comer, dependia de um vale utópico de cinco ou dez mil-réis. Mas tinha a compensação da glória. Quem redigia um atropelamento julgava-se um estilista. E a própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático. Escrevia na véspera e no dia seguinte via-se impresso, sem o retoque de uma vírgula. Havia uma volúpia autoral inenarrável. E nenhum estilo era profanado por uma emenda, jamais. Durante várias gerações foi assim e sempre assim. De repente, explodiu o copy desk. Houve um impacto medonho...
Sou da imprensa anterior ao copy desk. Tinha treze anos quando me iniciei no jornal, como repórter de polícia. Na redação não havia nada da aridez atual e pelo contrário: — era uma cova de delícias. O sujeito ganhava mal ou simplesmente não ganhava. Para comer, dependia de um vale utópico de cinco ou dez mil-réis. Mas tinha a compensação da glória. Quem redigia um atropelamento julgava-se um estilista. E a própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático. Escrevia na véspera e no dia seguinte via-se impresso, sem o retoque de uma vírgula. Havia uma volúpia autoral inenarrável. E nenhum estilo era profanado por uma emenda, jamais. Durante várias gerações foi assim e sempre assim. De repente, explodiu o copy desk. Houve um impacto medonho...
473
Q947298
Assinale a única alternativa na qual a regência verbal NÃO se justifica pelo mesmo motivo que em “Lembro-me de que alguém, num crime passional, [...]” (4º§)
474
Q947297
Assinale a única alternativa em que o pronome destacado NÃO retoma corretamente o termo indicado entre colchetes.
475
Q947296
“Não sei se contei que vi, um dia, um rapaz dizer que dava um tiro no Roberto Campos.” (15º§). O “que” exerce, no excerto anterior, respectivamente, as funções de:
476
Q947295
Os idiotas da objetividade
Sou da imprensa anterior ao copy desk. Tinha treze anos quando me iniciei no jornal, como repórter de polícia. Na redação não havia nada da aridez atual e pelo contrário: — era uma cova de delícias. O sujeito ganhava mal ou simplesmente não ganhava. Para comer, dependia de um vale utópico de cinco ou dez mil-réis. Mas tinha a compensação da glória. Quem redigia um atropelamento julgava-se um estilista. E a própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático. Escrevia na véspera e no dia seguinte via-se impresso, sem o retoque de uma vírgula. Havia uma volúpia autoral inenarrável. E nenhum estilo era profanado por uma emenda, jamais. Durante várias gerações foi assim e sempre assim. De repente, explodiu o copy desk. Houve um impacto medonho...
Sou da imprensa anterior ao copy desk. Tinha treze anos quando me iniciei no jornal, como repórter de polícia. Na redação não havia nada da aridez atual e pelo contrário: — era uma cova de delícias. O sujeito ganhava mal ou simplesmente não ganhava. Para comer, dependia de um vale utópico de cinco ou dez mil-réis. Mas tinha a compensação da glória. Quem redigia um atropelamento julgava-se um estilista. E a própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático. Escrevia na véspera e no dia seguinte via-se impresso, sem o retoque de uma vírgula. Havia uma volúpia autoral inenarrável. E nenhum estilo era profanado por uma emenda, jamais. Durante várias gerações foi assim e sempre assim. De repente, explodiu o copy desk. Houve um impacto medonho...
477
Q947294
“Na redação não havia nada da aridez atual [...]” (1º§). Assinale a afirmativa em que, pluralizando-se a palavra destacada, estabelece-se a concordância conforme a norma padrão.
478
Q947293
“Na redação não havia nada da aridez atual e pelo contrário: — era uma cova de delícias.” (1º§) Considerando a sentença em destaque, assinale a afirmativa correta.
479
Q947150
As cores do silêncio
Bem, chega de falar de política. Hoje vou falar de uma coisa silenciosa chamada pintura. Porque acho que a vida é inventada por nós – mas, claro, dentro das possibilidades reais – creio também, consequentemente, que o acaso desempenha um papel importante nessa invenção. E na arte também, sem dúvidas. Mas o artista, para inventar sua obra, trabalha dentro de determinados princípios que descobre e de que se vale para impor sua inventividade poética sobre o acaso. No fundo a criação artística é resultado da opção que o artista faz entre sua necessidade de criar e os fatores casuais que envolvem a criação. Em suma, ele torna necessário o que era mera probabilidade. Descubro esses pensamentos ao rever um álbum de obras de Van Gogh. Embora já as con...
Bem, chega de falar de política. Hoje vou falar de uma coisa silenciosa chamada pintura. Porque acho que a vida é inventada por nós – mas, claro, dentro das possibilidades reais – creio também, consequentemente, que o acaso desempenha um papel importante nessa invenção. E na arte também, sem dúvidas. Mas o artista, para inventar sua obra, trabalha dentro de determinados princípios que descobre e de que se vale para impor sua inventividade poética sobre o acaso. No fundo a criação artística é resultado da opção que o artista faz entre sua necessidade de criar e os fatores casuais que envolvem a criação. Em suma, ele torna necessário o que era mera probabilidade. Descubro esses pensamentos ao rever um álbum de obras de Van Gogh. Embora já as con...
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Q947149
As cores do silêncio
Bem, chega de falar de política. Hoje vou falar de uma coisa silenciosa chamada pintura. Porque acho que a vida é inventada por nós – mas, claro, dentro das possibilidades reais – creio também, consequentemente, que o acaso desempenha um papel importante nessa invenção. E na arte também, sem dúvidas. Mas o artista, para inventar sua obra, trabalha dentro de determinados princípios que descobre e de que se vale para impor sua inventividade poética sobre o acaso. No fundo a criação artística é resultado da opção que o artista faz entre sua necessidade de criar e os fatores casuais que envolvem a criação. Em suma, ele torna necessário o que era mera probabilidade. Descubro esses pensamentos ao rever um álbum de obras de Van Gogh. Embora já as con...
Bem, chega de falar de política. Hoje vou falar de uma coisa silenciosa chamada pintura. Porque acho que a vida é inventada por nós – mas, claro, dentro das possibilidades reais – creio também, consequentemente, que o acaso desempenha um papel importante nessa invenção. E na arte também, sem dúvidas. Mas o artista, para inventar sua obra, trabalha dentro de determinados princípios que descobre e de que se vale para impor sua inventividade poética sobre o acaso. No fundo a criação artística é resultado da opção que o artista faz entre sua necessidade de criar e os fatores casuais que envolvem a criação. Em suma, ele torna necessário o que era mera probabilidade. Descubro esses pensamentos ao rever um álbum de obras de Van Gogh. Embora já as con...