Questões sobre Pontuação

Língua Portuguesa - Pontuação - COPESE / UFPI - 2020 - ALEPI - Consultor Legislativo - Redação de Atas e Debates

Em 2018, a Rede Globo lançou sua campanha nacional de valorização da escola pública. Este é o trecho de fechamento da campanha publicitária:


Eu não sou o que sou apesar da escola publica;

sou o que sou também por causa da escola pública.


Só contém um raciocínio CORRETO em:

    A) O ponto e vírgula pode ser substituído por vírgula sem alterar o valor semântico.
    B) A expressão “apesar de” denota insatisfação e certo constrangimento.
    C) A palavra “também” pressupõe que outros fatores contribuíram para o sucesso profissional.
    D) A palavra “que” é expletiva, servindo apenas para reforçar a ideia da oração.
    E) A ideia de concessiva da primeira sentença se repete na segunda.
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Língua Portuguesa - Pontuação - COPESE / UFPI - 2020 - ALEPI - Consultor Legislativo - Redação de Atas e Debates


Em todas as passagens do texto há algum tipo de deslize gramatical, EXCETO em:
    A) [...] hoje em dia, os executivos utilizam, principalmente, o e-mail. (linha 21)
    B) Dominando bem a norma culta da língua; e sendo apto a escrever e falar corretamente [...] (linhas 14 e 15).
    C) e para os que buscam o trabalho, tornou-se mais que importante; necessária [...] (linha 19)
    D) Em qualquer uma destas formas de comunicação, há que conhecer o bom e correto funcionamento da Língua (linha 22).
    E) A linguagem altera a forma como se expressa, como capta e envia mensagens (linha 07).
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Língua Portuguesa - Pontuação - COPESE / UFPI - 2020 - ALEPI - Consultor Legislativo - Redação de Atas e Debates

Analise esta sentença e responda ao que se pede:


Deus ajuda-me!


Se se colocasse uma vírgula após a palavra “Deus”, a única consideração INCORRETA seria:

    A) A colocação pronominal ficaria facultativa.
    B) A correção gramatical seria mantida.
    C) O valor semântico alteraria plenamente.
    D) O modo verbal mudaria radicalmente.
    E) A palavra “Deus” mudaria completamente sua sintaxe.
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Língua Portuguesa - Pontuação - FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Câmara de Patrocínio - MG - Advogado

TEXTO I


                                     Para o futuro chegar mais rápido

É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos rankings globais de participação feminina na política. Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado nas últimas eleições. [...]

Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se celebrar.

Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários 108 anos para que o mundo alcance a igualdade de gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É uma projeção que precisa ser lida como um compêndio gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos ainda em formação, de noivas que deveriam estar brincando – de boneca ou de carrinho.

Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra cujo novo significado ainda não foi compreendido pela geração que hoje está no poder: meninas.

Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em transição, menina. Uma busca pelo termo no Google Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas, quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.

Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta meninas para que sejam líderes na mudança em direção a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você está entre aqueles para quem o termo menina denota condescendência, permita-me contar o que elas andam aprontando.

Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela, que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense, queria fazer um evento para algumas dezenas de meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam os adultos que ainda não entenderam do que elas são capazes – quando um par de meninas sentou à sua frente para negociar os detalhes de uma tarde que envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das maiores jornalistas esportivas do país.

Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco continentes em Washington. Contando com uma rede enorme – elas aprendem cedo o poder das redes – Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78 estudantes selecionados para participar do Parlamento Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência da Câmara.

Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que havia agendado uma audiência pública na Câmara Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade tem particular interesse por advocacy, e essas meninas cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina, que encampou o plano do Clube.

A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela preencheu com absoluta facilidade os requisitos que me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up, a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000 habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o estudo do inglês.

A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma delas vive em um dos metros quadrados mais caros do país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google: elas não estão sozinhas.

Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão em um grupo de WhatsApp onde trocam informações sobre processos seletivos de universidades no exterior, um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas, muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos às meninas uma vida livre de violências e asseguramos seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso benéfico para todos nós.

É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito, ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes de uma onda poderosa, inteligente, conectada e crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.

Disponível em:<https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/10/opinion/1570715827_ 082487.html > . Acesso em: 14 out. 2019.

Considerando as regras de pontuação das orações adjetivas, assinale a alternativa que apresenta, entre parênteses, comentário correto a respeito do sentido produzido pelo uso da vírgula.
    A)

    “O Clube que ela fundou na cidade tem particular interesse por advocacy [...]”


    (O não uso da vírgula antes do pronome “que” indica que há outros clubes além do clube fundado por ela.)


    B)

    “[...] essas meninas cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina, que encampou o plano do Clube.”


    (O uso da vírgula antes do pronome “que” indica que Dra. Cristina, juntamente com outras pessoas, apoiou o Clube.)


    C)

    “Ela preencheu com absoluta facilidade os requisitos que me permitiram justificar junto à matriz americana do Girl Up a viagem a São João Evangelista [...]”


    (O não uso da vírgula antes do pronome “que” indica que os requisitos são os únicos utilizados pela autora em todos os seus trabalhos no Girl Up.)


    D)

    “Assim mesmo, enfiou na cabeça que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco continentes em Washington.”


    (O uso da vírgula antes do pronome “que” indica que apenas um dos Congressos de Liderança do Girl Up consegue reunir todos os anos 400 meninas de cinco continentes.)


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Língua Portuguesa - Pontuação - Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP) - 2020 - UEPA - Provas: Técnico de Nível Superior - Administração Técnico de Nível Superior - Astronomia Técnico de Nível Superior - Biblioteconomia Técnico de Nível Superior - Ciências Econômicas Técnico de Nível Superior - Ciências Sociais Téc


Uma vírgula deveria ter sido empregada em
    A) Aliado a isso, as empresas do setor têm estimulado seus clientes a consumirem menos e melhor, promovendo, inclusive ações de conscientização (linhas 6 a 8).
    B) Afinal, crianças e adolescentes também estão suscetíveis a consumirem bebidas alcoólicas – o que é algo proibido por lei (linhas 10 e 11).
    C) Na prática, a iniciativa reforça o posicionamento da empresa de que a educação é a chave para a prevenção (linhas 15 e 16).
    D) A escola Professora Jandyra Reis de Oliveira, na cidade de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, é uma das agraciadas pelo projeto (linhas 34 e 35).
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Língua Portuguesa - Pontuação - INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Cariacica - ES - Contador

                 


                                                Texto II

                   Fake News: as mentiras que viram notícias

        Será que todos os que se manifestam sobre qualquer assunto

         estão devidamente preparados para utilizar devidamente os

                          modernos canais de comunicação?

                                                                                                          Danillo Saes


      A realidade do mundo de hoje é ligada à velocidade, à digitalização e, consequentemente, à exposição em redes. Com a inserção da tecnologia no dia a dia das pessoas, é possível presenciar diversas mudanças, como o fato de um indivíduo com um perfil em uma plataforma social ser propagador de informações e não mais apenas receptor.

      Este cenário de disseminação de ideias – boas ou ruins, certas ou erradas, do mesmo ponto de vista que o seu ou não – faz parte de um mundo moderno e democrático. Neste contexto, a tecnologia tem sido utilizada como ferramenta de propagação destes posicionamentos. Ao ter o poder do clique em mãos, as pessoas passam a ser mais ativas diante das informações que recebem. Os meios de comunicação mudaram as formas de divulgar suas notícias diante deste comportamento que os indivíduos passaram a adquirir com o passar do tempo. Há alguns anos, pesquisadores divulgaram artigos sobre a influência da “segunda tela”: o notebook ou o smartphone começavam a se infiltrar como coadjuvantes da tela da televisão. Telespectadores comentavam suas novelas, criticavam o técnico do seu time de futebol e faziam outros tipos de comentários. Hoje, os dispositivos móveis não são mais uma segunda tela, mas uma extensão real – e, muitas vezes, protagonista – para receber, digerir e disseminar as informações recebidas.

      De meros mortais que até então era como éramos tratados pela grande mídia, como depósitos de informações – certas ou erradas, boas ou ruins, favoráveis ou contrárias –, passamos a ser também protagonistas através do “poder” que a tela de um dispositivo móvel nos dá. É incrível e, ao mesmo tempo, muito preocupante. Será que todos os que se manifestam sobre qualquer tipo de assunto estão devidamente preparados para isso? Será que têm bagagem suficiente para criticar? Os ditos “influenciadores” realmente têm o espírito crítico necessário unido à sua responsabilidade de “influenciar” ao publicar seus posicionamentos? São provocações, indagações, não afirmações.

      Quando nos deparamos com as famosas fake news, por sermos ativos através das plataformas sociais, assumimos uma parcela (grande) de responsabilidade ao disseminá-las. Ao receber aquela notícia através do WhatsApp, ou aquele áudio que afirmam ser de uma determinada figura pública e, com nosso “dedinho ansioso”, compartilhamos o conteúdo em grupos com o intuito de dar “furos de reportagem” que até então eram coisa apenas de jornalistas, damos nosso aval àquela informação.

      As pessoas que criam as fake news não estão isentas de responsabilidades – pelo contrário. O que desejo é provocar o leitor a desenvolver seu senso crítico diante da informação que se consome e, com isso, não tomar como verdade tudo aquilo que o impacta. O mesmo “poder” que a tecnologia nos dá para disseminar informações também nos proporciona a possibilidade de investigá-las, contestá-las, analisá-las. No entanto, investigar, contestar e analisar é trabalhoso, exige esforço de pensamento e queima de fosfato.

      A diferença entre as fake news serem desmascaradas ou se transformarem em “verdade” está no pequeno intervalo de tempo entre o momento em que as consumimos e o momento em que clicamos em “encaminhar”.

Danillo Saes é coordenador de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da EAD Unicesumar .


Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/. Acesso em: 08 dez. 2019.

Referente ao uso da vírgula, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) Em “Com a inserção da tecnologia no dia a dia das pessoas, é possível presenciar diversas mudanças (...)”, a vírgula foi empregada para isolar uma locução adverbial de causa deslocada para o início do período.

( ) No período “Telespectadores comentavam suas novelas, criticavam o técnico do seu time de futebol e faziam outros tipos de comentários.”, a vírgula foi empregada para separar orações coordenadas sindéticas aditivas.

( ) Em “(...) como depósitos de informações – certas ou erradas, boas ou ruins, favoráveis ou contrárias (...)”, as vírgulas foram empregadas para isolar um aposto.

( ) No trecho “(...) e, com isso, não tomar como verdade tudo aquilo que o impacta.”, as vírgulas foram utilizadas para separar uma locução conjuntiva que expressa conclusão.

    A) F – V – F – V.
    B) F – F – V – V.
    C) V – F – F – V.
    D) V – V – F – F.
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Língua Portuguesa - Pontuação - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB (CESPE) - 2020 - TJPA/PA - Provas: Analista Judiciário - Análise de Sistemas (Desenvolvimento) Analista Judiciário - Psicologia Analista Judiciário - Área Administração Analista Judiciário - Análise de Sistemas (Suporte) Analista Judiciário - Área Administrati


No texto CG1A1-I, o trecho “Observa-se que a solidez dos lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da família nuclear, não se adéqua à realidade social do momento, em que as relações são caracterizadas por sua dinamicidade e pluralidade.” (R. 5 a 9) permaneceria gramaticalmente correto e com seu sentido original caso
    A) uma vírgula fosse inserida logo após “Observa-se”.
    B) a vírgula empregada após “pessoas” fosse substituída por ponto e vírgula.
    C) as vírgulas empregadas após “pessoas” e após “nuclear” fossem suprimidas.
    D) a vírgula empregada após “momento” fosse suprimida.
    E) uma vírgula fosse inserida imediatamente após “lugares”.
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Língua Portuguesa - Pontuação - Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP) - 2020 - Prefeitura de Piracicaba - SP - Provas: Professor - Educação Infantil Professor de Ensino Fundamental

Sempre acreditei que um texto, para ser “bem escrito”, deveria ser conciso, claro e verdadeiro. O problema é quando a concisão compromete a clareza. As siglas, por exemplo. Nada mais conciso do que elas. Mas serão claras? Só se você souber previamente o que significam. Um absurdo de siglas circula hoje alegremente pela língua – nem sempre identificadas entre parênteses –, o que nos obriga a piruetas mentais para saber qual é o quê. Como é impossível saber todas, a sigla é a língua estrangulada.

        (Ruy Castro. A língua estrangulada. Folha de S.Paulo, 22.03.2019. Adaptado)

Para responder à questão, considere o seguinte período, escrito a partir do texto:

A falta de identificação e o emprego fora de contexto torna difícil a apreensão pelo leitor do significado de muitas siglas, razão pela qual devem ser usadas de forma criteriosa.


Em conformidade com a norma-padrão de pontuação, a seguinte expressão da passagem pode ser colocada entre duas vírgulas:

    A) falta de identificação.
    B) de contexto.
    C) a apreensão.
    D) pelo leitor
    E) usadas de forma.
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Língua Portuguesa - Pontuação - Fundação Carlos Chagas (FCC) - 2020 - AL-AP - Auxiliar Legislativo - Auxiliar Operacional


A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:
    A) O segundo é o “capitalismo de Estado”, que confia ao governo a tarefa de estabelecer a direção da economia.
    B) milhões prosperaram, à medida que empresas abriam mercados.
    C) Por fim, executivos e investidores começaram a reconhecer que seu sucesso em longo prazo está intimamente ligado ao de seus clientes.
    D) De início, um novo indicador de “criação de valor compartilhado” deveria incluir metas ecológicas.
    E) Na verdade, esse deveria ser seu propósito definitivo.
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Língua Portuguesa - Pontuação - Instituto Quadrix - 2020 - CRN - 2° Região (RS) - Assistente Administrativo


No que concerne aos aspectos linguístico‐estruturais do texto, julgue o item.


A inserção de vírgula após “elaborada” (linha 1) manteria a correção gramatical, ainda que alterasse os sentidos originais do texto.

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