Bem, chega de falar de política. Hoje vou falar de uma coisa silenciosa chamada pintura. Porque acho que a vida é inventada por nós – mas, claro, dentro das possibilidades reais – creio também, consequentemente, que o acaso desempenha um papel importante nessa invenção. E na arte também, sem dúvidas. Mas o artista, para inventar sua obra, trabalha dentro de determinados princípios que descobre e de que se vale para impor sua inventividade poética sobre o acaso. No fundo a criação artística é resultado da opção que o artista faz entre sua necessidade de criar e os fatores casuais que envolvem a criação. Em suma, ele torna necessário o que era mera probabilidade. Descubro esses pensamentos ao rever um álbum de obras de Van Gogh. Embora já as con...
Bem, chega de falar de política. Hoje vou falar de uma coisa silenciosa chamada pintura. Porque acho que a vida é inventada por nós – mas, claro, dentro das possibilidades reais – creio também, consequentemente, que o acaso desempenha um papel importante nessa invenção. E na arte também, sem dúvidas. Mas o artista, para inventar sua obra, trabalha dentro de determinados princípios que descobre e de que se vale para impor sua inventividade poética sobre o acaso. No fundo a criação artística é resultado da opção que o artista faz entre sua necessidade de criar e os fatores casuais que envolvem a criação. Em suma, ele torna necessário o que era mera probabilidade. Descubro esses pensamentos ao rever um álbum de obras de Van Gogh. Embora já as con...
Bem, chega de falar de política. Hoje vou falar de uma coisa silenciosa chamada pintura. Porque acho que a vida é inventada por nós – mas, claro, dentro das possibilidades reais – creio também, consequentemente, que o acaso desempenha um papel importante nessa invenção. E na arte também, sem dúvidas. Mas o artista, para inventar sua obra, trabalha dentro de determinados princípios que descobre e de que se vale para impor sua inventividade poética sobre o acaso. No fundo a criação artística é resultado da opção que o artista faz entre sua necessidade de criar e os fatores casuais que envolvem a criação. Em suma, ele torna necessário o que era mera probabilidade. Descubro esses pensamentos ao rever um álbum de obras de Van Gogh. Embora já as con...
Há que tempo que não te vejo! Não foi por querer, não pude, Nesse ponto a vida me foi madrasta, Recife.
Mas não houve dia em que te não sentisse dentro de mim: Nos ossos, nos olhos, nos ouvidos, no sangue, na carne, Recife.
Não como és hoje, Mas como eras na minha infância, Quando as crianças brincavam no meio da rua (Não havia ainda automóveis) E os adultos conversavam de cadeira nas calçadas (Continuavas província, Recife)
(Adaptado de: BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990)
Ao evocar Recife, o poeta recorre sobretudo à seguinte figura de linguagem:
I. Permutando-se o verbo “haver” pelo verbo “existir” nos versos Mas não houve dia em que te não sentisse dentro de mim: / (Não havia ainda automóveis), tem-se como resultado, respectivamente: “existiu” e “existiam”.
II. Admite transposição para a voz passiva a frase E os adultos conversavam de cadeira nas calçadas.
III. Na 1ª estrofe, a palavra madrasta está empregada em sentido figurado.
Está correto o que se afirma APENAS em
Texto CB2A1-I
Em 2023, os preços dos medicamentos comercializados no Brasil só poderão ser reajustados em até 5,6%. O índice, definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), vale desde abril. O percentual não é um aumento automático nos preços, mas uma definição de teto permitido de reajuste, ou seja, cada empresa pode optar pela aplicação do índice total ou menor, conforme suas estratégias comerciais.
Para chegar ao índice, a CMED observa fatores como a inflação dos últimos doze meses, mediante o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a produtividade das indústrias de medicamentos, custos não captados pela inflação, como...