111 Q1093812
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Coesão e coerência
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
Como se deve ler um livro?
        Quero enfatizar, antes de tudo, o ponto de interrogação no fim do meu título. Ainda que eu pudesse responder à pergunta, a resposta só se aplicaria a mim, não a você. De fato, o único conselho sobre leitura que uma pessoa pode dar a outra é não aceitar conselho algum, seguir os próprios instintos, usar o próprio bom senso e tirar suas próprias conclusões. Se estamos de acordo quanto a isso, sinto-me então em condições de apresentar algumas ideias e lhe fazer sugestões, pois assim você não permitirá que elas restrinjam a característica mais importante que um leitor pode ter: sua independência. Afinal, que leis se podem formular sobre livros? A Batalha de Waterloo foi, sem dúvida, travada em certo dia; mas será H...
112 Q1093808
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Coesão e coerência
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
        Por que estimam os homens o ouro e a prata, mais que os outros metais? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam os diamantes e as pedras preciosas mais que as outras pedras? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam mais as sedas que as lãs? Porque têm alguma coisa de luz. Pela luz avaliam os homens a estimação das coisas, e avaliam bem, porque, quanto mais têm de luz, mais têm de perfeição. Vede o que notou Santo Tomás: neste mundo visível, umas coisas são imperfeitas, outras perfeitas, outras perfeitíssimas. E nota ele, com sutileza e advertência angélica, que as perfeitíssimas têm luz e dão luz; as perfeitas não têm luz, mas recebem luz; as imperfeitas nem têm luz, nem a recebem. Os planetas, as estrelas e o elemento do fogo, ...
113 Q1093804
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Coesão e coerência
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
        Por que estimam os homens o ouro e a prata, mais que os outros metais? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam os diamantes e as pedras preciosas mais que as outras pedras? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam mais as sedas que as lãs? Porque têm alguma coisa de luz. Pela luz avaliam os homens a estimação das coisas, e avaliam bem, porque, quanto mais têm de luz, mais têm de perfeição. Vede o que notou Santo Tomás: neste mundo visível, umas coisas são imperfeitas, outras perfeitas, outras perfeitíssimas. E nota ele, com sutileza e advertência angélica, que as perfeitíssimas têm luz e dão luz; as perfeitas não têm luz, mas recebem luz; as imperfeitas nem têm luz, nem a recebem. Os planetas, as estrelas e o elemento do fogo, ...
114 Q1093349
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Coesão e coerência
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
        Cléber de Souza, empresário e ex-garçom, acordou mais cedo que de costume. Cumpriu sua rotina matinal, se vestiu e partiu para uma das raras lojas que ainda revelam fotografias em Jaraguá do Sul (SC), onde mora. Pagou por uma única foto, tirada 21 anos atrás. Nela, aparece de camisa branca e gravataborboleta ao lado de um sorridente senhor de barbas brancas, que vestia uma camisa rosa estampada com coqueiros. Era Francis Ford Coppola. O cineasta americano visitou Curitiba em 2003, ano da foto. Em uma estada de três semanas, passou cinco vezes no restaurante italiano onde Souza trabalhava. Foi tietado pelos funcionários e até criou uma pizza personalizada, feita em massa grossa com muçarela, molho de tomate fresco, azeite e manjericão. O sabor...
115 Q1093294
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Coesão e coerência
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
        Na Escola Nossa Senhora do Morumbi, em São Paulo, a professora Débora Corrêa ensina poesia para turmas de 4.º ano do ensino fundamental desde 2002. O projeto Poesia também se aprende tem por objetivo permitir que as crianças brinquem com as palavras e percebam as diferenças entre ritmos e sonoridades, cantar e recitar, falar e recitar. Após cinco anos de trabalho, ela diz que a garotada aprende a reconhecer, compreender e dar significado às palavras. “Sem falar que o vocabulário enriquece, pois todos aprendem novas expressões no contexto em que elas devem ser usadas”, afirma. “A poesia estimula o raciocínio ao brincar com as palavras. E os menores, que ainda têm dificuldade para se expressar, aproveitam muito essas oportunidades de troca, até...
116 Q1093258
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Coesão e coerência
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
        Nas últimas semanas, comecei a estranhar a incidência de palavras como sofrência, refrescância e picância no vocabulário das pessoas. Referiam-se respectivamente a sofrimento, refresco e picante. Não que estivessem erradas.          O fato é que palavras antes nunca usadas estão entrando no nosso dia a dia como se não pudéssemos mais passar sem elas. Quem terá sido o primeiro a falar esta ou aquela? Como elas se propagaram? Ninguém estranhou ao ouvi-las? Ou fez de conta que sabia do que se tratava? Eis algumas: bichectomia, cleptocracia, criptoassalto, despolarização, ecocídio, economocrata, hipergamia, hipomania, homoeomorfo, jogoteca, labioplastia, ludopatia, microagulhamento, microfocagem, nepobaby, ...
117 Q1093046
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto Coesão e coerência
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
    Seja qual for o caminho que nos faça regressar ao princípio, sempre chegaremos à mesma conclusão: que o pacto social estabelece entre os cidadãos uma tal igualdade que todos ficam obrigados às mesmas condições e todos devem gozar dos mesmos direitos. E assim, pela natureza do pacto, todo ato de soberania, isto é, todo autêntico ato de uma vontade geral, obriga ou favorece igualmente todos os cidadãos; de tal modo que o soberano apenas conhece a nação e não distingue ninguém entre aqueles que a compõem. O que é isto, senão um ato de soberania? Não é um acordo entre o superior e o inferior, mas um pacto entre o todo e cada um dos seus membros: pacto legítimo, pois tem por base o contrato social; equitativo, por ser comum a todos; útil, porque só pode ter como finalida...
118 Q1093044
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Coesão e coerência Redação - Reescritura de texto + 3
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
    No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre fornec...
119 Q1093040
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Coesão e coerência
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
    Recordou-se do que lhe sucedera anos atrás, antes da seca, longe. Num dia de apuro recorrera ao porco magro que não queria engordar no chiqueiro e estava reservado às despesas do Natal: matara-o antes do tempo e fora vendê-lo na cidade. Mas o cobrador da prefeitura chegara com o recibo e atrapalhara-o. Fabiano fingira-se desentendido: não compreendia nada, era bruto. Como o outro lhe explicasse que, para vender o porco, devia pagar imposto, tentara convencê-lo de que ali não havia porco, havia quartos de porco, pedaços de carne. O agente se aborrecera, insultara-o, e Fabiano se encolhera. Bem, bem, Deus o livrasse de história com o governo. Julgava que podia dispor de seus troços. Não entendia de imposto. — Um bruto, está percebendo? Supunha que o cevado era dele. A...
120 Q1093032
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Coesão e coerência
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
    A principal pesquisa internacional sobre educação, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que, no período de 2012 a 2022, houve um aumento acentuado no nível de ansiedade em relação à matemática entre os alunos da grande maioria dos 81 países avaliados, especialmente no Brasil.
     Na média dos países da OCDE e parceiros, 65% dos estudantes têm ansiedade em relação às suas notas em matemática e cerca de 40% dos estudantes se sentem nervosos, tensos ou desamparados ao resolverem problemas matemáticos. No Brasil, esses índices são ainda mais altos: 79,5% e 62,3%, respectivamente. 
    Na maioria dos países houve um aumento nesses índices de ansiedade em relação à matemát...