Durante a Guerra Fria, formaram-se blocos de países com objetivos militares; atualmente, os blocos são formados a partir de interesses econômicos, como um modo de inserção mais vantajoso no mercado global.
Durante a Guerra Fria, formaram-se blocos de países com objetivos militares; atualmente, os blocos são formados a partir de interesses econômicos, como um modo de inserção mais vantajoso no mercado global.
A Revolução Industrial, iniciada há mais de dois séculos, contribuiu decisivamente para o desenvolvimento científico-tecnológico que, atualmente, está na base do sistema produtivo mundial.
(..) O olho, a evidência da autópsia, deve prevalecer sobre o ouvido. Esse era o valor da história, como busca da verdade. Grande admiradora Tucídides, a história-ciência do século XIX começou a marcar uma clara cisão do passado e do presente. O que sempre fez de Michelet, um transgressor, ele que atravessou e reatravessou tantas vezes o rio dos mortos. A História devia começar exatamente onde a memória parava: nos arquivos escritos.
(HARTOG, François. Regimes de historicidade: Presentismo e Experiências do tempo. Belo Horizonte, Ed. Autentica, 2013, p. 158.)
Sobre o uso da memória feito pela História, Hartog mostra-nos, na citação acima, que ela passou por vários métodos de...
A Pré-História é um período da história humana particularmente grande. A sua nomenclatura e larga duração remetem ao século XIX, quando os primeiros vestígios da vida humana pré-histórica começaram a ser encontrados. Isso porque no século XIX existia a noção de que a História só poderia ser feita por meio de documentos escritos e, assim, todos os acontecimentos anteriores ao surgimento da escrita ficaram conhecidos como “Pré-História”.
(Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/pre-historia. Acesso em: 13. Junho. 2022.)
Sobre o período chamado Pré-História e suas transformações, podemos considerar que:
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A história do tempo presente está na intersecção do presente e da longa duração. Esta coloca o problema de se saber como o presente é construído no tempo. Ela se diferencia, portanto, da história imediata porque impõe um dever de mediação. Alguns historiadores, porém, preferem utilizar a noção de história imediata, como é o caso de Jean-François Soulet, que coordena a revista Cadernos de história imediata, outros preferem a noção de história do mundo contemporâneo, como é o caso de Pierre Laborie. Alguns são ainda mais críticos, como é o caso de Antoine Prost para o qual a história do tempo presente não é nada mais do que a história em si, que nada a singulariza e que é, por conseguinte, um “pseudoconceito sem conteúdo verdadeiro”.
...O mito sobre Rômulo e Remo explica a criação de Roma. Rômulo e Remo eram irmãos gêmeos. Foram abandonados por seus pais e postos em uma cesta que ficou flutuando no Rio Tibre. Os gêmeos foram resgatados por uma loba que os amamentou antes de serem encontrados por um pastor que os educou. Quando cresceram, os gêmeos visitaram o lugar onde foram encontrados pela loba e decidiram construir ali uma cidade. Os irmãos discordaram sobre onde a cidade deveria se originar, e Rômulo, com raiva, matou seu irmão. A cidade fundada por Rômulo recebeu o nome em homenagem ao seu fundador.
(Disponível em: https //www.ehow.com.br/mitos-criacao-antigos-romanos-info_272603/. Acesso em: 15. Junho.2022.)
O problema da ocupação e do uso do espaço pelos homens, que tão bem caracterizou o mundo ocidental nos tempos finais da Idade Média e que será utilizado para iniciar este livro, assumiu dimensões planetárias quando os europeus, barrados nas rotas tradicionais do Mediterrâneo fechadas pelos turcos, avançaram pelos espaços atlânticos. Esse largo movimento representa um dos principais sentidos do Renascimento, pois foi por meios de viagens da expansão e da conquista que o velho continente saltou de suas fronteiras para promover o nascimento da “Europa fora da Europa” - na feliz imagem do historiador Jean Delumeau.
(MICELI, Paulo. História Moderna. São Paulo, Contexto, 2013, p. 11.)
(...) a bula Inter Caetera, assinada pelo Papa Alexandre VI, em 4 de maio de 1493, dividiu as novas terras do globo entre Portugal e Espanha. Na prática, as terras situadas até cem léguas a oeste, a parte das ilhas de Cabo Verde, seriam de Portugal, e, as que ficassem além dessa ilha, da Espanha. Por receio de perder possíveis conquistas, uma revisão foi proposta por Portugal, que conseguiu mudar os termos da bula. (..) Dessa forma, a linha imaginária encontrava-se a meio caminho entre o arquipélago e as ilhas das Caraíbas, descobertas por Colombo. Legislava o Tratado, ainda, que os territórios a leste desse meridiano pertenceriam a Portugal e os a oeste à Espanha. O Tratado seria ratificado pela Espanha em 2 de junho e por Portugal em 5 de setembro de 149...
Não há sombra de dúvidas sobre o papel central desempenhado pelos mulçumanos na Rebelião de 1835. Os rebeldes - ou uma boa parte deles - foram para as ruas com as roupas usadas na Bahia pelos adeptos do Islamismo. No corpo dos muitos que morreram, a polícia encontrou amuletos mulçumanos e papéis com as rezas e as passagens do Qur’ãn usados para proteção. Essas e outras marcas da revolta levaram o chefe de polícia Francisco Gonçalves Martins a concluir o óbvio: “o certo”, escreveu ele, “é que a religião tinha a sua parte na sublevação”. Seguia a observação que “os chefes faziam persuadir aos miseráveis, que certos papéis os livrariam da morte”. E outro Francisco Martins o presidente: “Parece-me que o fanatismo religioso também entrava nessa conspiração”. ...
Mais prudente e refletido do que os seus vizinhos espanhóis, o Brasil mediu a grandeza do objeto: derrubar o antigo edifício e erguer o novo; conheceu-se com forças de o fazer, e assim o tem felizmente executado sem se precipitar na torrente de desgraças que nem os Iturbides, nem os S. Martines, nem os Bolívares, com todos os seus talentos, são capazes de suster. Para nos convencermos, pois, desta verdade, acompanhemos as duas potências na sua revolução, e vejamos o futuro que uma e outra nos promete. [...] Tal tem sido a marcha do Brasil no curso da sua regeneração; marcha que tem constituído das suas diferentes partes um todo colossal, que o torna respeitável aos estranhos, formidável aos inimigos, e afiança para o futuro à perpetuidade do seu sistema. ...