Considerando a importância da conservação e da restauração das obras de patrimônio artístico, histórico e cultural e o respeito ao caráter único e irrepetível dos bens em questão, é premissa do conservador/restaurador:
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Q925165
Andar pela cidade é conhecer um pouco do passado de quem a habitou. Engana-se, entretanto, quem pensa que uma obra de arte, uma escultura ou uma simples fotografia pode sobreviver à ação do tempo. É na conservação e na restauração das obras de patrimônio artístico, histórico e cultural que reside a atuação do profissional, na busca por manter as heranças culturais e materiais para as novas gerações, através de diagnósticos e tratamentos, sempre respeitando a história contida em cada objeto. (Conservação e Restauração de Bens Culturais.pdf.ufmg.br.)
Considerando a importância da conservação e da restauração das obras de patrimônio artístico, histórico e cultural e o respeito ao caráter único e irrepetível dos bens em questão, é premissa do conservador/restaurador:
Considerando a importância da conservação e da restauração das obras de patrimônio artístico, histórico e cultural e o respeito ao caráter único e irrepetível dos bens em questão, é premissa do conservador/restaurador:
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Q925163
Os militantes e intelectuais que adotam o termo raça não o adotam no sentido biológico, pelo contrário, todos sabem e concordam com os atuais estudos da genética de que não existem raças humanas. Na realidade, eles trabalham o termo raça atribuindo-lhe um significado político construído a partir da análise do tipo de racismo que existe no contexto brasileiro e considerando as dimensões histórica e cultural que este nos remete. Por isso, muitas vezes, alguns intelectuais, ao se referirem ao segmento negro utilizam o termo étnico-racial, demonstrando que estão considerando uma multiplicidade de dimensões e questões que envolvem a história, a cultura e a vida dos negros no Brasil. (GOMES, 2005a, p. 47.)
A promulgação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da História d...
A promulgação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da História d...
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Q925162
Os objetivos de controlar a informação e de promover a imagem do governo Vargas não nasceram com o Estado Novo, tendo sido vislumbrados desde os primeiros tempos, quando, em 1931, foi criado o Departamento Oficial de Publicidade. Não parece ser estranho a essa iniciativa o surgimento de canções populares exaltando a figura de Getúlio, dentre as quais se destaca “Gê-Gé (seu Getúlio)”, de Lamartine Babo, composta em 1931 e cantada por Almirante, com estes versos de abertura:
“só mesmo com revolução, graças ao rádio e ao parabelo, nós vamos ter transformação neste Brasil verde e amarelo,” aos quais segue a enunciação soletrada do nome de Getúlio com uma inventiva impossível de reproduzir num texto escrito. [...] (Boris Fausto. Getúlio Vargas: o poder e o sorriso. São Paulo: Companhia d...
“só mesmo com revolução, graças ao rádio e ao parabelo, nós vamos ter transformação neste Brasil verde e amarelo,” aos quais segue a enunciação soletrada do nome de Getúlio com uma inventiva impossível de reproduzir num texto escrito. [...] (Boris Fausto. Getúlio Vargas: o poder e o sorriso. São Paulo: Companhia d...
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Q925161
Brasileiros do norte! Quando os vossos irmãos do sul aclamaram esse europeu por seu imperador, foi com a cláusula expressa de imperar sobre um povo livre, de quem ele se intitulou seu perpétuo defensor. Se os do sul aceitam da tua mão o vil projeto de constituição, que deveriam considerar um novo insulto, depois da dissolução do congresso. Se finalmente querem ser teus escravos engana-te, sultão, pois no sul ficará circunscrito o teu império. Entretanto, vós, ó brasileiros do norte, habitantes do Equador [...] defendei vossa honra, gritando impávidos resolutamente: Não queremos um imperador criminoso, sem fé nem palavra. Viva a Confederação do Equador! Viva a constituição que nos deve reger! (Ulisses C. Brandão, 1978. p. 37.)
No contexto da famosa Confederação do Equador, a dissolu...
No contexto da famosa Confederação do Equador, a dissolu...
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Q925160
O conceito de história desempenha um papel fundamental no pensamento humano. Ele evoca as noções de agência humana, mudança, o papel das circunstâncias materiais nos assuntos humanos e o suposto significado de eventos históricos. Ele levanta a possibilidade de “aprender com a história”. É, portanto, pouco surpreendente que filósofos às vezes tenham voltado sua atenção para os esforços de examinar a própria história e a natureza do conhecimento histórico. Essas reflexões podem ser agrupadas em um conjunto de trabalho chamado “filosofia da história”.
(A diferença entre história e filosofia da história – Instituto Rothbard. rothbardbrasil.com.)
Esse trabalho é heterogêneo, envolvendo análises e argumentos de idealistas, positivistas, lógicos, teólogos e outros. A filosofia da hist...
(A diferença entre história e filosofia da história – Instituto Rothbard. rothbardbrasil.com.)
Esse trabalho é heterogêneo, envolvendo análises e argumentos de idealistas, positivistas, lógicos, teólogos e outros. A filosofia da hist...
396
Q925159
No passado, podiam-se acusar os historiadores de querer conhecer somente as gestas dos reis. Hoje, é claro, não é mais assim. Cada vez mais interessam-se pelo que seus predecessores haviam ocultado, deixado de lado ou simplesmente ignorado. Quem construiu Tebas, a cidade de sete portas? – perguntava o “leitor operário” de Brecht. As fontes não nos contam nada daqueles pedreiros anônimos, mas a pergunta conserva todo o seu peso. (GINZBURG, 1987, p. 15.)
Os historiadores desempenham o relevante papel de investigar e esclarecer processos importantes que geraram o mundo em que vivemos hoje. Cabe a esse profissional:
Os historiadores desempenham o relevante papel de investigar e esclarecer processos importantes que geraram o mundo em que vivemos hoje. Cabe a esse profissional:
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Q925158
Os cacicados
Para compreender melhor as mudanças que ocorreram na transição das sociedades de caçadores-coletores para as de agricultores-ceramistas, alguns estudiosos adotaram o conceito de “cacicado”. Ele surgiu de uma perspectiva evolucionista (bando-tribo-cacicado-Estado), mediante a qual se tentava compreender as sociedades antilhanas do século XIV. Como não eram sociedades “primitivas” nem tinham um Estado organizado, ficavam em uma zona indefinida. [...]
(MORAES, José Geraldo Vinci de, 2009. p. 29.)
Algumas sociedades amazônicas aparentemente teriam alguns elementos dos “cacicados” e apresentariam, dentre outras, as seguintes características:
Para compreender melhor as mudanças que ocorreram na transição das sociedades de caçadores-coletores para as de agricultores-ceramistas, alguns estudiosos adotaram o conceito de “cacicado”. Ele surgiu de uma perspectiva evolucionista (bando-tribo-cacicado-Estado), mediante a qual se tentava compreender as sociedades antilhanas do século XIV. Como não eram sociedades “primitivas” nem tinham um Estado organizado, ficavam em uma zona indefinida. [...]
(MORAES, José Geraldo Vinci de, 2009. p. 29.)
Algumas sociedades amazônicas aparentemente teriam alguns elementos dos “cacicados” e apresentariam, dentre outras, as seguintes características:
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Q925157
O pensamento anarquista surgiu no Brasil no momento de formação e expansão do movimento operário e os acompanhou no decorrer deste embate. A condição da mulher proletária e da criança nas fábricas era ainda pior do que a dos demais trabalhadores, violentados, deportados e agredidos das mais variadas formas. Nesse contexto, principalmente entre os operários e operárias nos centros urbanos:
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Q925156
Os malês protagonizaram a maior das rebeliões escravas ocorridas na Bahia, quiçá no Brasil, mas também a última. Esses rebeldes realizaram o levante como uma rebelião escrava, mas também étnica e religiosa [...]. O levante fracassou por diversas razões. O mais grave, para eles [os rebeldes], porém, foi que seus inimigos eram muitos e se uniram: toda a população livre da Bahia – branca e negra, rica ou miserável – se articulou, por laços de interesse, solidariedade ou medo, contra a insurreição africana.
(Lilia Moritz Schwarcz, 2015. p. 257.)
Mobilizando cerca de 600 africanos escravizados que lutaram pela sua liberdade, nessa revolta:
(Lilia Moritz Schwarcz, 2015. p. 257.)
Mobilizando cerca de 600 africanos escravizados que lutaram pela sua liberdade, nessa revolta:
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Q925155
Então, na verdade, ainda mais solidamente nosso coração se solidifica, quando refletimos que somos arrebatados de admiração, mais pela dignidade do conteúdo que pela graça da linguagem. Ora, isso não se deu sem a [...] providência de Deus, ou seja, que os sublimes mistérios do reino celeste fossem [...] transmitidos em termos de linguagem singela e sem realce. Ora, quando essa simplicidade não burilada e quase rústica provoca maior reverência de si que qualquer eloquência de oradores retóricos, como há de julgar-se, senão que a pujança da verdade da Sagrada Escritura se manifesta de forma tão sobranceira, que necessidade nenhuma há do artifício das palavras? [...] porque a verdade se dirime de toda dúvida quando, não se apoiando em suportes alheios, por si só ela própria é suficiente para...