A comunicação organizacional padece de um dilema congênito: o de não saber quais paradigmas abraçar. De um lado, sofre a influência das principais teorias do campo que lhe empresta o nome: o das Ciências da Comunicação. De outro, por ser, ela mesma, uma área do conhecimento humano formada pela convergência das mais diversas disciplinas, já flertou com vários matizes de um espectro teórico muito amplo, na busca de sua identidade. Nesse leque, tem-se, por exemplo, em uma de suas pontas, a adoção de quadros explicativos advindos do funcionalismo de tipo quantitativista e, até mesmo, de um tecnicismo positivista absolutamente incompatível com a índole humanista das Ciências Sociais. Uma visão teórica que buscou, inclusive, dar ao campo o suporte matemático das ciências ex...


