Os radioisótopos podem ser usados em perícias para o combate a fraudes alimentares. Em 2018, pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da Universidade de São Paulo, demonstraram que a maior parte das marcas de shoyu consumidas no Brasil são à base de milho e não à base de soja, que deveria ser o seu ingrediente principal. A constatação se baseou na diferença de composição isotópica das plantas: por usarem diferentes mecanismos de fixação de carbono, o milho possui maior proporção do isótopo pesado do carbono (13C) em seus tecidos, se comparado à soja. Mesmo depois do processamento dos grãos para a fabricação do molho, essa diferença continua a se expressar no produto final, como uma assinatura de origem.
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