Na América Latina, em linhas gerais, as duas últimas décadas do século passado foram marcadas pela adoção de políticas econômicas claramente inspiradas no neoliberalismo. Para muitos analistas, disso decorrem, em larga medida, muitos dos problemas por ela enfrentados na atualidade.
A atual crise boliviana, ainda que decorrente de fatores específicos, compõe um quadro mais amplo que envolve, com maior ou menor intensidade, vários países latinoamericanos.
Infere-se do texto que a importância estratégica do gás natural, tanto para a Bolívia quanto para seus vizinhos, entre os quais o Brasil, será a grande responsável pela rápida resolução da crise política pela qual passa aquele país.
Por "seculares impasses da representação política" na Bolívia, expressão utilizada no texto, entende-se a baixa representação parlamentar daqueles que constituem a maior parcela da população boliviana.
O texto, ao se reportar às mudanças na chefia do governo boliviano, destacando o fato de que três presidentes sucederam-se no curto espaço de 18 meses, permite que seja lembrada a situação mais ou menos semelhante vivida pela Argentina, diante da crise que determinou a queda do governo do presidente Fernando de la Rúa e a sucessão de presidentes que ocuparam por breve tempo a Casa Rosada.
A atual instabilidade política vivida pela Bolívia está longe de ser inédita, sendo constante e recorrente na história do país, ainda que determinada por motivações distintas ou diferenciadas.
A interdependência econômica, típica do atual estágio da economia mundial, acentua-se no caso da presente crise política boliviana, já que o modelo energético que vigora na América Latina, em larga medida, pressupõe o uso compartilhado dos recursos existentes, como é o caso do gás natural.

Tendo o texto acima — o último publicado na imprensa pelo economista Celso Furtado, que faleceu poucos dias depois — como referência inicial, julgue os itens que se seguem, relativos ao atual quadro econômico mundial e brasileiro.
No Chile, o retorno à democracia, em linhas gerais, não significou ruptura com o modelo de liberalização da economia posto em prática ainda ao tempo da ditadura de Pinochet, sendo o país considerado exemplo bem sucedido dessa política econômica.
Tendo o texto acima — o último publicado na imprensa pelo economista Celso Furtado, que faleceu poucos dias depois — como referência inicial, julgue os itens que se seguem, relativos ao atual quadro econômico mundial e brasileiro.
Há consenso de que a queda de Fernando Collor, no Brasil, deveu-se, em primeiro lugar, à sua firme recusa em adotar os preceitos do novo liberalismo, posição que lhe rendeu a desconfiança dos mercados internacionais e do empresariado brasileiro.
Tendo o texto acima — o último publicado na imprensa pelo economista Celso Furtado, que faleceu poucos dias depois — como referência inicial, julgue os itens que se seguem, relativos ao atual quadro econômico mundial e brasileiro.
Na Argentina, os dois períodos governamentais de Carlos Menem, cuja política econômica seguiu diligentemente o receituário do Consenso de Washington, trouxeram, ao cabo, a ruína do país, jogando-o em um quadro de turbulência social e de aguda instabilidade política.