Estreante na direção, Kim Tae-joon demonstra dificuldade para transformar mensagem em imagem.
Na Palma da Mão é um filme perdido no meio do caminho. Em algum momento, o diretor estreante Kim Tae-joon tem em mãos um antagonista muito promissor. Frio, inteligente, cruel e capaz de fazer horrores sem emitir uma sílaba. Logo esse vilão se revela como um fetichista, enfeitiçado pelo próprio modus operandi e disposto a se divertir com suas vítimas até enjoar. É nesse vilão que reside a alma do filme, mas todo o entorno não é capaz de acompanhar o nível do personagem. É como se o hacker-serial-killer fosse uma resposta do mundo para a doentia relação da humanidade com redes sociais. Como se ele ...