8491 Q947736
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2023
Banca: Instituto Consulplan
Crônica da vida que passa
       Às vezes, quando penso nos homens célebres, sinto por eles toda a tristeza da celebridade.        A celebridade é um plebeísmo. Por isso deve ferir uma alma delicada. É um plebeísmo porque estar em evidência, ser olhado por todos inflige a uma criatura delicada uma sensação de parentesco exterior com as criaturas que armam escândalo nas ruas, que gesticulam e falam alto nas praças. O homem que se torna célebre fica sem vida íntima: tornam?se de vidro as paredes de sua vida doméstica; é sempre como se fosse excessivo o seu traje; e aquelas suas mínimas ações – ridiculamente humanas às vezes – que ele quereria invisíveis, côa?as a lente da celebridade para espetaculosas pequenezes, com cuja evidência a sua alma se ...
8492 Q947735
Língua Portuguesa Adjetivos Morfologia
Ano: 2023
Banca: Instituto Consulplan
Crônica da vida que passa
       Às vezes, quando penso nos homens célebres, sinto por eles toda a tristeza da celebridade.        A celebridade é um plebeísmo. Por isso deve ferir uma alma delicada. É um plebeísmo porque estar em evidência, ser olhado por todos inflige a uma criatura delicada uma sensação de parentesco exterior com as criaturas que armam escândalo nas ruas, que gesticulam e falam alto nas praças. O homem que se torna célebre fica sem vida íntima: tornam?se de vidro as paredes de sua vida doméstica; é sempre como se fosse excessivo o seu traje; e aquelas suas mínimas ações – ridiculamente humanas às vezes – que ele quereria invisíveis, côa?as a lente da celebridade para espetaculosas pequenezes, com cuja evidência a sua alma se ...
8493 Q947734
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos.
Ano: 2023
Banca: Instituto Consulplan
Crônica da vida que passa
       Às vezes, quando penso nos homens célebres, sinto por eles toda a tristeza da celebridade.        A celebridade é um plebeísmo. Por isso deve ferir uma alma delicada. É um plebeísmo porque estar em evidência, ser olhado por todos inflige a uma criatura delicada uma sensação de parentesco exterior com as criaturas que armam escândalo nas ruas, que gesticulam e falam alto nas praças. O homem que se torna célebre fica sem vida íntima: tornam?se de vidro as paredes de sua vida doméstica; é sempre como se fosse excessivo o seu traje; e aquelas suas mínimas ações – ridiculamente humanas às vezes – que ele quereria invisíveis, côa?as a lente da celebridade para espetaculosas pequenezes, com cuja evidência a sua alma se ...
8494 Q947733
Língua Portuguesa Morfologia
Ano: 2023
Banca: Instituto Consulplan
Quanto à classe gramatical das palavras, dentre os termos destacados, identifique o que se difere dos demais.
8495 Q947732
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2023
Banca: FCC
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
        O escritor Joseph Conrad morreu em 3 de agosto de 1924, em sua casa de campo de Bishopsbourne, próximo a Canterbury. Tinha 66 anos, vinte dos quais passou navegando e outros trinta escrevendo.
         Conrad viveu num período de transição do capitalismo e do colonialismo britânico: a passagem da navegação a vela para a era do vapor. O seu mundo heroico é a civilização dos veleiros dos pequenos armadores, um mundo de clareza racional, de disciplina no trabalho, de coragem e dever contrapostos ao mesquinho espírito de lucro. A nova linguagem do mar, dos navios a vapor das grandes companhias, lhe parece sórdida e vil. Assim, quem ainda sonha com as antigas virtudes torna-se quixotesco ou se rende, arrastado para o outro polo d...
8496 Q947731
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos.
Ano: 2023
Banca: FCC
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
        O escritor Joseph Conrad morreu em 3 de agosto de 1924, em sua casa de campo de Bishopsbourne, próximo a Canterbury. Tinha 66 anos, vinte dos quais passou navegando e outros trinta escrevendo.
         Conrad viveu num período de transição do capitalismo e do colonialismo britânico: a passagem da navegação a vela para a era do vapor. O seu mundo heroico é a civilização dos veleiros dos pequenos armadores, um mundo de clareza racional, de disciplina no trabalho, de coragem e dever contrapostos ao mesquinho espírito de lucro. A nova linguagem do mar, dos navios a vapor das grandes companhias, lhe parece sórdida e vil. Assim, quem ainda sonha com as antigas virtudes torna-se quixotesco ou se rende, arrastado para o outro polo d...
8497 Q947730
Língua Portuguesa Crase Denotação e Conotação Interpretação de Textos + 2
Ano: 2023
Banca: FCC
Perante uma avalanche caótica que lhe vinha em cima, uma concepção do mundo repleta de mistérios e desesperos, o humanismo ateu de Conrad resiste e finca os pés. (3º parágrafo)
Atente para as afirmações a respeito do trecho acima.
I. O termo avalanche foi empregado em sentido conotativo.
II. O sinal indicativo de crase, de uso facultativo, pode ser inserido do seguinte modo: Perante à uma avalanche caótica que lhe vinha em cima.
III. O pronome lhe possui, no contexto, valor de possessivo.

Está correto o que se afirma em
8498 Q947729
Língua Portuguesa Coesão e coerência Interpretação de Textos
Ano: 2023
Banca: FCC
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
        O escritor Joseph Conrad morreu em 3 de agosto de 1924, em sua casa de campo de Bishopsbourne, próximo a Canterbury. Tinha 66 anos, vinte dos quais passou navegando e outros trinta escrevendo.
         Conrad viveu num período de transição do capitalismo e do colonialismo britânico: a passagem da navegação a vela para a era do vapor. O seu mundo heroico é a civilização dos veleiros dos pequenos armadores, um mundo de clareza racional, de disciplina no trabalho, de coragem e dever contrapostos ao mesquinho espírito de lucro. A nova linguagem do mar, dos navios a vapor das grandes companhias, lhe parece sórdida e vil. Assim, quem ainda sonha com as antigas virtudes torna-se quixotesco ou se rende, arrastado para o outro polo d...
8499 Q947728
Língua Portuguesa Coesão e coerência Interpretação de Textos Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2023
Banca: FCC
Aproximam-se pelo sentido estabelecido no contexto os seguintes elementos: 
8500 Q947727
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2023
Banca: FCC
Para responder à questão, leia a crônica “O amigo de infância”, de Antônio Maria.
            O tom era mais que o de uma queixa.                         De acusação:                     ? Você não se lembra mais de mim!                    Eu não me lembrava daquele homem, no todo. Não lhe recordava o nome, nem tinha a menor ideia de quando o vi pela primeira ou pela última vez. Seus olhos eram, porém, meus conhecidos. Seu olhar e sua voz, ambos amargos.                 Continuava a acusar-me de tê-lo esquecido. A ele, que relembrava dos nomes dos meus irmãos, da rua e da casa onde morávamos.                 Eu gostaria de saber explicar-lhe que, na vida, basta haver duas pessoas para que uma esqueça a outra. E, na vida, há tanta gente. Uma explicação tão difícil que só um bêbad...