A síndrome HELLP é uma das mais relevantes emergências obstétricas. Esse acrônimo significa hemólise, aumento de enzimas hepáticas e plaquetopenia. Desenvolve-se em 10% a 20% das gestantes com pré-eclâmpsia grave/eclâmpsia e requer condutas específicas afim de assegurar o bem-estar materno-fetal. Assinale a conduta adequada mediante essa emergência.
Primigesta de 39 semanas de idade gestacional, sem comorbidades, em seguimento no pré-natal de risco habitual, foi admitida na maternidade para condução do trabalho de parto. Quais são os cuidados e orientações a serem prestadas neste momento, de acordo com a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal, de 2022?
O diagnóstico de sífilis exige uma correlação entre dados clínicos, resultados de exames laboratoriais, histórico de infecções passadas e investigação de exposição recente. Recomenda-se, sempre que possível, iniciar a investigação por um teste treponêmico, preferencialmente o teste rápido. Sendo o exame treponêmico positivo, deve-se solicitar o teste não treponêmico, com o objetivo de aumentar o valor preditivo positivo. Após isso, com os dois resultados positivos, estamos aptos a iniciar o tratamento. Entretanto, há situações em que se recomenda o tratamento imediato com penicilina benzatina após somente um teste reagente. Assinale a situação que se encaixa nessa recomendação.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Carlos, 42 anos, homem cis-branco, com obesidade grau 2, comparece à UBS com queixa de ardência e vermelhidão em região genital. Tais sintomas surgiram em conjunto com a queixa de aumento da frequência urinária e muita sede. Além disso, percebe que perdeu peso, apesar de estar comendo muito mais. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com pressão arterial de 150 x 90 mmHg, FC: 80 bpm. Sua glicemia capilar é de 287 mg/dL. O médico reavalia seus exames de 1 ano atrás, com hemograma, sorologias e glicemia sem alterações.
Autoria própria Para confirmação diagnóstica da Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) no contexto clínico de Carlos, deve-se:
Paciente do sexo masculino, 40 anos e com diagnóstico recente de HIV (carga viral inicial de 100.000 cópias/mL e CD4 de 250 células/mm³), iniciou terapia antirretroviral (TARV) com o esquema: dolutegravir, tenofovir e lamivudina. Após três meses de tratamento, apresenta carga viral indetectável e CD4 de 420 células/mm³. No entanto, desenvolve múltiplas lesões verrucosas de tamanhos variados na região anogenital, algumas ulceradas e dolorosas. Durante o exame físico, há também sinais de condilomas em mucosa perianal. Colposcopia perianal revela lesões acetobrancas sugestivas de displasia de alto grau. A biópsia confirma neoplasia intraepitelial anal grau 3 (AIN 3), associada ao HPV 16. Qual é a abordagem mais apropriada para o manejo desse paciente?
Paciente de 62 anos, diabético e hipertenso, é admitido no pronto-socorro com quadro de febre, confusão mental e hipotensão arterial (PA 85/50 mmHg). Na avaliação inicial, apresenta taquipneia (FR 30 irpm), saturação de oxigênio de 91% em ar ambiente, lactato sérico de 4,5 mmol/L e leucocitose de 18.000/mm³ com neutrofilia. Com hemocultura coletada antes da administração de antimicrobianos, o ultrassom de bexiga revela dilatação moderada do sistema pielocalicial. Após 1 hora, apesar da administração de 30 mL/kg de solução cristaloide, o paciente permanece hipotenso. Qual é o próximo passo mais apropriado no manejo desse caso?