Questões sobre Neurologia da PUC/PR

Paciente, 58 anos de idade, saudável, foi encaminhado para o Hospital das Clínicas pela unidade de emergência com o diagnóstico de traumatismo craniano. Relata-se que, após o trauma craniano, o paciente teve uma perda breve da consciência, seguida de um intervalo de lucidez e logo rebaixamento do nível de consciência. Constata-se um Glasgow de 08, hemiparesia e Babinski à esquerda, (fenômeno de Kernohan). No Rx de crânio (feito na unidade de emergência) constata-se uma fratura temporal parietal esquerda. Com relação a esse paciente, assinale a alternativa que contemple provável (I) diagnóstico e (II) adequado procedimento.

  • A.

    (I) Hematoma extradural; ruptura da artéria meníngea média esquerda; tomografia computadorizada do crânio inicial mostra imagem hiperdensa extra-axial adjacente à calota craniana com formato de lente biconvexa; e (II) tratamento expectante.

  • B.

    (I) Hematoma extradural; ruptura da artéria meníngea média esquerda; tomografia computadorizada do crânio inicial mostra imagem hiperdensa extra-axial adjacente à calota craniana com formato de lente biconvexa; e (II) tratamento expectante.

  • C.

    (I) Hematoma extradural; ruptura da artéria meníngea média esquerda; tomografia computadorizada do crânio inicial mostra imagem hiperdensa extra-axial adjacente à calota craniana com formato de lente biconvexa; e (II) evacuação cirúrgica na sala de cirurgia.

  • D.

    (I) Hematoma extradural; ruptura da artéria meníngea média esquerda; tomografia computadorizada do crânio inicial mostra imagem hiperdensa extra-axial adjacente à calota craniana com formato de lente biconvexa; e (II) evacuação cirúrgica na sala de cirurgia.

  • E.

    (I) Lesão axonal difusa por mecanismo de aceleração/desaceleração e (II) tomografia computadorizada de crânio normal.

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Homem de 68 anos de idade, etilista contumaz desde jovem, mora sozinho e sua alimentação é ruim. Afirma que há cinco meses apresenta, de forma lenta e progressiva, dificuldade para caminhar, que piora no escuro. No exame geral, constata-se palidez cutânea mucosa, língua avermelhada e lisa, edema mole nos membros inferiores. O exame neurológico evidenciou uma disbasia tipo ataxotalonante, aumento da base de sustentação, hipotonia e, na prova de Romberg, queda para trás quando o paciente fecha os olhos. Apresentou abolição da sensibilidade tátil epicrítica, vibratória e cinético-postural e dos reflexos profundos. Não acusa neurite óptica, disartria nem déficit motor. Nesse paciente, a localização topográfica da síndrome neurológica e sua possível causa são:

  • A.

    Trato corticoespinhal da medula espinhal por déficit de vitamina B12.

  • B.

    Hemisférios cerebelosos por déficit de vitamina B12.

  • C.

    Cordão posterior da medula espinhal por esclerose múltipla (EM).

  • D.

    Atrofia do vermis cerebelar secundária por alcoolismo crônico.

  • E.

    Cordão posterior da medula espinhal por déficit de vitamina B12.

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Uma paciente de 65 anos, saudável, queixa-se, na consulta, de tontura com sensação rotatória muito rápida (segundos de duração) no momento de deitar ou levantar do leito, acompanhada de náuseas. A paciente negou zumbido, surdez e sensação de pressão no ouvido. “Doutor é só a tontura mesmo”, observou a paciente. A manobra de Dix - Hallpike mostrou nistagmo horizontal e piora da sintomatologia após uma latência de segundos. O resto do exame físico apresenta-se normal. Nota: Manobra de Dix – Hallpike: paciente em posição sentada, cabeça rodada lateralmente (à direita ou à esquerda) conforme o lado a ser testado, em aproximadamente 45º. O examinador, ao segurar a cabeça do paciente, promove um brusco e rápido movimento de deitar, em decúbito dorsal horizontal. Ao ser deitado, por não haver uma fixação horizontal da cabeça, esta fica pendente para trás, em aproximadamente 30º abaixo do plano horizontal e voltado para o lado. O paciente fica imobilizado nessa posição, com os olhos abertos e olhar fixo.

Dado esse contexto o diagnóstico mais provável é:

  • A.

    Insuficiência vértebrobasilar (IVB).

  • B.

    Doença de menière (DM).

  • C.

    Neurinoma do acústico (NO).

  • D.

    Neuronite vestibular (NV).

  • E.

    Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB).

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Em relação à demência de Alzheimer e seu tratamento sintomático, a conduta CORRETA, segundo as recomendações dos especialistas brasileiros, é:

  • A.

    Iniciar o tratamento com o inibidor da colinesterase (rivastigmina, galantamina ou donepezil, por exemplo) na fase grave da doença.

  • B.

    Usar nas fases moderada ou grave da doença a combinação de um inibidor da colinesterase (rivastigmina, galantamina ou donepezil, por exemplo) e um antagonista do receptor N-metil-Daspartato (NMDA) como por exemplo, a memantina.

  • C.

    Iniciar o tratamento com o antagonista do receptor N-metil-D-aspartato (NMDA), como a memantina, na fase inicial da doença.

  • D.

    Usar o inibidor da colinesterase (rivastigmina, galantamina ou donepezil, por exemplo) só durante a fase inicial da doença.

  • E.

    Não usar o inibidor da colinesterase (rivastigmina, galantamina ou donepezil, por exemplo) ou o antagonista do receptor N-metil-D-aspartato (NMDA) como a memantina, pois não existem evidências científicas de segurança ou efetividade dessas drogas.

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Um paciente masculino, 70 anos de idade, com histórico de saúde anterior. Apresenta uma síndrome demencial com 16 meses de evolução, acompanhada de flutuação cognitiva, alucinações visuais recorrentes, parkinsonismo espontâneo no primeiro ano da evolução, quedas frequentes, sensibilidade ao uso dos neurolépticos e resposta discreta ao uso da levodopa. Para esse caso, assinale a alternativa que indica a demência a ser diagnosticada:

  • A.

    Demência de Alzheimer (DA).

  • B.

    Doença de Parkinson com demência (DPD).

  • C.

    Hidrocefalia de pressão normal (HPN).

  • D.

    Demência com corpos de Lewy (DCL).

  • E.

    Demência vascular (DV).

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A degeneração lobar frontotemporal (DLFT), após a demência de Alzheimer (DA) e a demência de copos de Lewy (DCL), constitui a terceira causa de demência degenerativa. Entre as variedades da DLFT, a mais frequente é a demência frontotemporal (DFT), caracterizada clinicamente por:

  • A.

    Início abrupto e progressão rápida em menores de 65 anos de idade, sem alterações do comportamento nem da personalidade. Apresenta quadro de alucinações e quedas frequentes.

  • B.

    Início insidioso e progressão gradual em maiores de 65 anos de idade, sem alterações do comportamento, da personalidade ou da linguagem, e com presença de parkinsonismo, alterações da marcha e incontinência urinária.

  • C.

    Início insidioso e progressão rápida em menores de 65, com distúrbio precoce da memória, desorientação espacial, mioclonias, ataxia cerebelar e sinais piramidais.

  • D.

    Início após os 70 anos em homem com quadro similar à demência de Alzheimer.

  • E.

    Início insidioso e progressão gradual em menores de 65 anos de idade, com alterações do comportamento, da personalidade, da linguagem, síndrome disexecutivo, apatia, desinibição e relativa preservação da memória.

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Mulher de 65 anos de idade, saudável, apresenta cefaleia com 15 dias de evolução, de moderada a intensa, latejante, em região temporal direita associada à claudicação da mandíbula, sem fotofobia ou fonofobia, sem enjoo ou vômitos. Apresenta perda de peso, mal-estar geral, febrícula de 37.8ºC, sudorese noturna e dores musculares na cintura escapular e pélvica. Exame acusou artéria temporal superficial direita edemaciada, sensível, tortuosa e dilatada.

Dado esse quadro, a opção diagnóstica, complementar e terapêutica mais adequada seria, respectivamente:

  • A.

    Arterite de células gigantes. Não solicitar exames complementares nem passar esteroide. Solicitar para o paciente um diário da cefaleia para ser avaliado após 3 meses.

  • B.

    Arterite de células gigantes. Solicitar biópsia da artéria temporal. Iniciar tratamento com prednisona 01 mg/Kg de peso/dia via oral. Após o resultado da biópsia, confirmar o diagnóstico.

  • C.

    Arterite de células gigantes. Solicitar hemograma, velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa. Iniciar no momento da consulta tratamento com prednisona 01 mg/Kg de peso/dia via oral pelo temor do comprometimento visual, preferentemente após da coleta do sangue imediata.

  • D.

    Arterite de células gigantes. Solicitar hemograma, velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa. Iniciar no momento da consulta tratamento com prednisona 01 mg/Kg de peso/dia via oral pelo temor do comprometimento visual, preferentemente após da coleta do sangue imediata.

  • E.

    Pela história clínica, não existe a possibilidade de diagnosticar uma arterite de células gigantes. Logo, não se indicariam exames nem medicação.

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Paciente de 74 anos de idade, diabético e hipertenso, utiliza sinvastatina 40 mg à noite, metformina 850 mg no almoço e enalapril 20 mg de 12 em 12 horas. É trazido pelo familiar para a unidade de emergências clínicas, pois desenvolveu subitamente paralisia de face e membros (superior e inferir) à esquerda e fala enrolada (disartria). Após o exame físico completo e minucioso normal, o médico plantonista diz para o familiar: “O paciente não tem nada, pode levá-lo para a casa e continuar o acompanhamento com seu médico da unidade de saúde”. O familiar insiste: “Doutor, tudo foi muito rápido e meu esposo ficou com as queixas por aproximadamente 1 hora... Doutor, por favor, eu temo que meu esposo tenha um derrame!” Ainda assim, o paciente obteve alta com as mesmas orientações.

A respeito desse caso, marque a alternativa CORRETA:

  • A.

    O paciente apresentou um ataque isquêmico transitório encefálico do território vertebrobasilar. O médico deveria ter solicitado uma ressonância magnética (RM) cerebral urgente, além de internar ao paciente para observação.

  • B.

    O paciente apresentou um ataque isquêmico transitório encefálico do território carotídeo direito. O médico deveria ter solicitado uma tomografia computadorizada (TAC) cerebral urgente, além de internar o paciente para observação, dado o risco iminente de um acidente vascular encefálico isquêmico.

  • C.

    O paciente apresentou um infarto lacunar sensitivo puro do território carotídeo esquerdo. O médico deveria ter solicitado uma ressonância magnética (RM) cerebral urgente e, logo após comprovar o diagnóstico, dar alta para o paciente.

  • D.

    O paciente apresentou hemorragia subaracnoidea. O médico deveria ter encaminhado o paciente urgentemente para a realização de uma ressonância cerebral.

  • E.

    O médico teve uma conduta correta, pois o exame físico apontava quadro clínico normal.

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Paciente masculino 75 anos de idade, fumante inveterado (40 cigarros de palhas por dia) desde os 15 anos de idade. Há um ano consultou o médico do posto de saúde por emagrecimento e hemoptises sem definições diagnósticas. É trazido pelo familiar, pois há seis meses apresenta perda da memória e do juízo, apatia, cefaleia matinal, que aumenta com o decúbito, e diminuição da visão. Além disso, demonstra alterações comportamentais como sair para rua sem roupa, descontrole do apetite sexual, desatenção e brincadeiras bobas. No último mês apresentou diminuição da força muscular no hemicorpo direito e dificuldades na fala. No exame físico, constatou-se um paciente com marcada perda do estado geral, pálido e caquético. O paciente cumpre ordens, com fala não fluente ininteligível, hemiparesia faciobraquial à direita, hiper-reflexia profunda à direita, cutâneo-plantar em extensão do hálux à direita. Apresenta-se ainda com anosmia e atrofia óptica à esquerda e papiledema à direita. Para esse caso, o diagnóstico provável (i) e a conduta (ii) são:

  • A.

    (i) Sinal de Foster-Kennedy; afasia motora (de Broca); metástase cerebral do lobo frontal à esquerda; (ii) ressonância magnética (RM) do encéfalo.

  • B.

    (i) Síndrome de Parinaud; afasia motora (de Broca); metástase cerebral do lobo parietal à esquerda; (ii) ressonância magnética (RM) do encéfalo.

  • C.

    (i) Sinal de Foster-Kennedy; afasia sensitiva (de Wernicke); metástase cerebral do lobo frontal à direita: (ii) tomografia computadorizada (TAC) do encéfalo.

  • D.

    (i) Síndrome de Parinaud; afasia sensitiva (de Wernicke); metástase cerebral do lobo temporal à direita; (ii) ressonância magnética (RM) do encéfalo.

  • E.

    (i) Síndrome de Parinaud; afasia sensitiva (de Wernicke); metástase cerebral do lobo temporal à direita; (ii) ressonância magnética (RM) do encéfalo.

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No idoso o tremor essencial e a síndrome parkinsoniana são distúrbios do movimento de apresentação frequente. A síndrome parkinsoniana tem inúmeras causas, genéticas ou adquiridas. No grupo de causas adquiridas ou secundárias, de parkinsonismo no idoso, destacam-se as drogas que bloqueiam os receptores dopaminérgicos, como os antivertiginosos (bloqueadores dos canais do cálcio) e os neurolépticos. Entre elas destacam-se:

  • A.

    Metoclopramida, cinarizina, haloperidol, levomepromazina, flunarizina e pramipexol.

  • B.

    Metoclopramida, cinarizina, selegilina, flunarizina, haloperidol e levomepromazina.

  • C.

    Metoclopramida, cinarizina, pramipexol, levomepromazina, haloperidol e amantadina.

  • D.

    Metoclopramida, flunarizina, levomepromazina, pramipexol, haloperidol e selegilina.

  • E.

    Metoclopramida, cinarizina, flunarizina, haloperidol, clorpromazina e bromopida.

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