Questões sobre Geral da FUNCAB

As atividades mais comuns em laboratórios forenses é a análise de drogas, fármacos (medicamentos), agrotóxicos, alimentos, tintas, documentos, bebidas, combust íveis, em di ferentes formas de apresentação. Para tal tarefa, a análise se inicia na amostragem, pois, por vezes, o volume de material para exame é demasiadamente grande. Quanto à amostragem, indique a alternativa INCORRETA.
  • A. A amostragem arbitrária define um critério prático a ser seguido para escolha de número de amostras analisadas. Esse critério funciona bem em diversas situações reais, porém não tem fundamentação estatística.
  • B. A amostragem estatística segue critérios científicos e obtém dados relevantes sobre o espaço amostral, como o grau de confiança.
  • C. No caso de produto líquido na forma de mistura heterogênea, acondicionado em recipiente transparente, deve-se retirar uma amostra de cada uma das fases, sendo que o corpo de chão será desprezado para a realização dos exames químicos.
  • D. No caso de produto líquido acondicionado em recipiente que não permita a sua visualização, a amostra deverá ser coletada em pelo menos três pontos do recipiente (superfície, meio e fundo).
  • E. No caso de suspeita da existência de resíduo de material para exame em suporte (ex: resíduo de cocaína em nota de papel moeda), não deve ser realizado procedimento de amostragem. O suporte deve ser examinado na sua totalidade, sendo encaminhado ao laboratório em embalagem apropriada.
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A cocaína é um estimulante do sistema nervoso central. A droga é usada por cerca de 2,3% da população brasileira, sendo apresentada também como merla na Região Norte e como crack, nas Regiões Sul e Sudeste. A merla e o crack eram subprodutos do refino da cocaína, sendo que hoje já são alguns dos produtos ilícitos do processo de obtenção da droga. Aponte a alternativa que apresenta, corretamente, as etapas para a produção de crack.
  • A. Uma mistura de cocaína em pó (ainda não purificada) é dissolvida em água e nela é acrescentado bicarbonato que, posteriormente, é aquecida. O produto é seco e cortado em forma de pedras.
  • B. Cocaína na forma de base livre é dissolvida com éter dietílico. A solução resultante é filtrada, acrescenta-se ácido clorídrico concentrado e acetona. Espera-se secar e o produto resultante é quebrado em pequenas pedras.
  • C. As folhas de coca são maceradas e misturadas com água, cal e querosene. Os alcaloides extraídos são precipitados com bases e as pedras obtidas são comercializadas ilegalmente.
  • D. Cocaína na forma de pasta base é acidificada para solubilização e, em seguida, alcalinizada para precipitação. O produto obtido é purificado com cal e querosene para a produção de crack.
  • E. Cloridrato de cocaína é dissolvido em solução alcalina diluída. Acrescenta-se permanganato até a obtenção de um produto de cor rosa e, então, acrescentam-se isômeros da cinamoilcocaína e bicarbonato de sódio para a obtenção das pedras de crack.
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A cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-MS) e a cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massa (CL-MS) são amplamente empregada sem laboratórios forenses. Indique a alternativa que apresenta, corretamente, vantagens e desvantagens dessas técnicas:
  • A.
  • B.
  • C.
  • D.
  • E.
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É comum o encaminhamento de materiais sem nenhuma especificação para análises nos laboratórios químicos dos institutos de criminalística. Para a identificação de uma amostra desconhecida, é correta a utilização da técnica:
  • A. UV (Ultra-Violeta), pois é utilizada para a determinação de metais de transição.
  • B. MEV (Microscopia Eletrônica de Varredura), pois é indicada para a determinação qualitativa e quantitativa de compostos orgânicos.
  • C. CG-MS, pois não demanda a utilização de padrões posto que disponham de grandes bibliotecas eletrônicas.
  • D. Cromatografia iônica, pois determina a condutividade da amostra que caracteriza a maioria dos compostos orgânicos.
  • E. CL-MS, pois identifica os componentes orgânicos e inorgânicos de uma amostra biológica e fornece a composição centesimal elementar.
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A Lei Federal nº 7802/1989, no seu artigo 2º, inciso I, define AGROTÓXICOS (praguicidas) como “produtos e os componentes de processos físicos, químicos ou biológicos destinados ao uso nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas nativas ou implantadas, cuja finalidade seja alterar a composição da flora e da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem como substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores do crescimento”. O manuseio desses produtos deve ser realizado com muito cuidado, por se tratarem de substâncias extremamente tóxicas. Para proceder à amostragem e à coleta de amostras de agrotóxicos em campo, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como:
  • A. luvas, máscara protetora, avental, calça, óculos de proteção.
  • B. luvas cirúrgicas, calça, óculos de proteção, capela de exaustão.
  • C. luvas de couro, jaleco de mangas longas, máscara, capela de fluxo laminar.
  • D. luvas de procedimento, capela de exaustão, par de botas de borracha, capacete.
  • E. luvas plásticas, avental curto, capela de fluxo laminar, máscara de proteção facial.
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As semelhanças entre as células de fungos e as humanas tornam as infecções fúngicas difíceis de serem combatidas. Entretanto, as infecções da pele e membranas mucosas causadas por estes patógenos podem ser eficazes e consideradas seguras quando tratadas com uma variedade de fármacos. Sobre o tratamento de infecções fúngicas, é correto afirmar:

  • A.

    Nistatina – membro da família dos antibióticos polienos que danifica a membrana citoplasmática e permite a saída do conteúdo celular, não sendo, portanto, seletivamente tóxico para fungos por interagir principalmente com o ergosterol. É usada principalmente para Candida albicans.

  • B.

    Anfotericina B – antibiótico polieno que atua inibindo a síntese de esteróis que ocorre nas membranas citoplasmáticas dos fungos em infecções sistêmicas. É usada no tratamento de criptocose e da mucormicose,

  • C.

    Miconazol – membro sintético da família dos imidazóis que rompe as membranas das células fúngicas. Usado topicamente para tratar infecções fúngicas de pele, como dermatofitoses.

  • D.

    Flucitosina – pirimidina análoga sintética que é convertida em 5-fluorouracil, incorporada ao RNA, formando um produto com falha, prejudicando o funcionamento celular. Utilizado para o tratamento de diversas infecções fúngicas tópicas.

  • E.

    Griseofulvina – antibiótico isolado de Penicillum griseofulvum que age especialmente sobre fungos que causam infecções de pele, cabelos ou unhas, interferindo na divisão celular. Usado por via oral, por tempo prolongado, para tratar dermatofitoses.

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A Atenção Farmacêutica (AF) pressupõe uma visão centrada no paciente, interagindo diretamente com ele e com os outros profissionais da saúde e assumindo o compromisso redefinidor da prática profissional que resulte na percepção da melhoria da qualidade de vida do paciente. Entre as atividades assistenciais que se incluem no conceito de AF, NÃO se inclui:

  • A.

    Dispensação, que compreende a etapa de entrega do medicamento e com isso, garantindo maior adesão à farmacoterapia.

  • B.

    Seguimento da Farmacoterapia (SFT) do paciente realizado pelo Farmacêutico enquanto o paciente estiver submetido ao tratamento.

  • C.

    Indicação/Prescrição que engloba o estudo da estratégia de intervenção para alcance de melhores resultados no tratamento farmacológico.

  • D.

    Campanhas de Educação Santitária, que são base para um programa de controle de doenças e manutenção da saúde por meio da mudança de hábitos.

  • E.

    Farmacovigilância, que engloba as atividades relativas à detecção, à avaliação, à compreensão e à prevenção de efeitos adversos.

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Na América Latina, o processo de implantação de genéricos é relativamente recente, quando comparado a países como Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha, onde existia Lei de Patentes para medicamentos.Até 1994, a maior parte dos países da Amér ica Lat ina não incluía patentes de medicamentos em suas legislações. A definição correta de medicamento genérico é:

  • A.

    Medicamento que contém o(s) mesmo(s) princípio(s) ativo(s), a mesma concentração, forma farmacêutica, e indicação terapêutica, equivalente ao medicamento de referência, podendo diferir no tamanho, forma do produto, via de administração, embalagem, rotulagem, excipiente.

  • B.

    Medicamento similar a um produto de referência ou inovador, que pretende ser com este intercambiável, geralmente produzido após a expiração da proteção patentária, comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade.

  • C.

    Medicamento inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no país, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro.

  • D.

    Medicamento que contém o mesmo fármaco, isto é, mesmo sal ou éster da mesma molécula terapeuticamente ativa, na mesma quantidade e forma farmacêutica, podendo ou não conter excipientes idênticos , não sendo necessariamente intercambiáveis.

  • E.

    Medicamento que contém a mesma molécula terapeuticamente ativa, ou seu precursor, do medicamento de referência, mas, não necessariamente na mesma quantidade, forma farmacêutica, sal ou éster.

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Segundo a Declaração de Tóquio, 1993, a missão da prática farmacêutica nos serviços de saúde é realizar a gestão de medicamentos e outros produtos e serviços para o cuidado da saúde, auxiliando a sociedade na utilização destes da melhor forma possível. Os fatores socioeconômicos influem na prestação de assistência sanitária, no uso racional de fármacos e no desenvolvimento da Atenção Farmacêutica. NÃO se destacam como fatores influentes sobre esses três aspectos:

  • A.

    Fatores políticos como mudanças na política econômica, regulamentação farmacêutica e prioridades no emprego dos recursos nacionais.

  • B.

    Fatores demográficos como populações jovens, aumento da população, características epidemiológicas permanentes e distribuição geográfica das populações.

  • C.

    Fatores sociológicos como expectativas e participação dos consumidores, abuso e uso incorreto de medicamentos e utilização da medicina tradicional.

  • D.

    Fatores tecnológicos como desenvolvimento de novos medicamentos, de técnicas novas de difusão da informação, de medicamentos mais potentes e de mecanismos de ação mais complexos.

  • E. Fatores profissionais como variações no ensino e na formação oferecidos aos Farmacêuticos, distribuição do pessoal da farmácia e remuneração dos Farmacêuticos.
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