Curso de Chaveiro

O chaveiro é um artesão profissional que tem como cargo a produção e manutenção de chaves e também de fechaduras. O chaveiro é um profissional que escolhe como quer trabalhar. Pode ser num determinado local, esperando os clientes chegarem, ou podendo atender a domicilio, prestando serviço tanto para residências quanto para pontos comerciais.

Aprenda como funciona uma verdadeira fechadura, e os diversos tipos de fechaduras. Curso com vídeos e ilustrações para mais fácil compreensão.

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A profissão de Chaveiro

O mercado para um chaveiro é indicado para empreendedores que buscam empregar o seu capital e força de trabalho em um negócio simples e de demanda constante. É um profissional que tem trabalho certo em qualquer lugar onde se instale.

Problemas com chaves e fechaduras ocorrem em todo tipo de estabelecimento e automóveis, não havendo restrição quanto a potenciais consumidores do serviço, sejam eles empresas, residências, proprietários de automóveis, etc

O mercado para chaveiros é um mercado com potencial crescimento, a demanda é derivada de outros mercados que estão em franco crescimento no Brasil, o de Construção Civil, que demanda portas e fechaduras, e o segmento automobilístico, que também demanda ferrolhos, maçanetas e chaves. Este são potenciais clientes ao demandarem mais chaves devidos as perdas ou quebras das mesmas.

O trabalho diário em um quiosque de chaveiros é geralmente bem simples e pode ser feito internamente como exteriormente. Nele são feitas cópias de chaves, comercialização de cadeados, mudança de segredos, conserto de fechaduras, abertura de veículos, unificação e feitura de chaves-mestre, geralmente usadas em estabelecimentos como hotéis e empresas em que apenas uma chave é capaz de abrir todas as portas.

Há ainda a cópia de chaves de carro, mas para mudar a fechaduras das mesmas é preciso uma maquinaria diferente que geralmente encontramos em lojas específicas para automóveis.

Basicamente, o chaveiro é fixado no espaço e não sai do seu ponto quando precisa trocar fechaduras e mudar segredos, pois geralmente isso ocorre em momentos de emergência. Para este serviço ele pode cobrar bem mais caro e é comum em grandes cidades, um serviço de chaveiro com atendimento em 24 horas e é um serviço muito solicitado em grandes cidades para quem perdeu suas chaves ou simplesmente não consegue as encontrar.

Como geralmente os preços praticados variam de lugar para lugar, mas no geral são bem baixos, uma grande dica é acrescentar outros trabalhos ao quiosque, tais como amolador de alicates e vendas de carimbos, por exemplo.

Localização Ideal

Escolher um ponto de venda é uma das decisões mais importantes na hora de estabelecer um negócio. Existem infinitas maneiras de se aprender a elaborar planos estratégicos, projetar vendas, gerenciar finanças e pessoas, etc.

Contudo, há uma grande lacuna na decisão de um futuro ponto de venda. Por várias razões, a localização da loja é, muitas vezes, a decisão mais importante tomada por um varejista. A decisão sobre o local tem importância estratégica, pois ele pode ser usado para criar uma vantagem competitiva sustentável.

Ao contrário, um erro na seleção de um ponto significa uma enorme desvantagem competitiva para um negócio, exigindo esforços mercadológicos e muitas vezes sacrifícios de margem que levam a prejuízos operacionais. Também é importante lembrar aqui que alguns dos maiores empreendimentos do planeta começaram numa pequena garagem.

Este estudo, chamado de “geografia de mercado” termo criado pelos especialistas da área para designar a as análises sobre a localização do negócio, é fator estratégico e por isso é preciso este estudo, considerando concorrência (direta e indireta), atração cumulativa que são negócios concorrentes localizados na mesma área, o que poderá atrair mais clientes para o local.

Também é inevitável avaliar por quanto tempo o negócio poderá permanecer ali em caso de sucesso. Aspectos subjetivos podem estar envolvidos e merecer estar relacionados para que a análise possa ficar realmente capaz de permitir a tomada de melhor decisão: você gosta do lugar? Você esta feliz com a escolha? Você acredita no sucesso do negócio neste lugar?

Em resumo, sempre se deve procurar estar no lugar certo, na hora certa, dentro das possibilidades.

Os principais pontos a considerar são:

  • O preço do aluguel;
  • A compatibilidade entre o público local e o padrão de serviço a ser prestado: maior renda, maior sofisticação; menor renda, menor preço;
  • Visibilidade: representam todas as variáveis que, à medida que seu potencial cliente se aproxima, facilitam a identificação visual do seu ponto de venda.

São os fatores que, juntamente com sua fachada e letreiro, farão o estabelecimento “saltar” aos olhos do público circulante, seja ele pedestre ou condutor de um veículo (lojas em frente a pontos de ônibus podem vir a ter a visibilidade comprometida por causa da aglomeração de pessoas) os clientes ao se movimentarem em uma avenida devem identificar facilmente a loja.

Em shopping a instalação pode ser feita na praça de alimentação ou no modelo de quiosque, em áreas de grande circulação de pessoas;

Conforto: se há necessidade de ir de carro, há que ter estacionamento; se a expectativa é de haver picos de demanda (caso típico deste prestador de serviços nos sábados, dia em que as pessoas normalmente resolvem seus assuntos pessoais), o ambiente tanto do estabelecimento quanto da vizinhança deve ser agradável; etc.

Atratividade: Cheque se há proximidade de concorrentes, mas não se assuste com eles (encontre um diferencial para o seu negócio e promova o conhecimento dele para seu público). Atente para outros negócios instalados na redondeza que atraiam o mesmo perfil de cliente que pretende atingir.

Assim sendo, uma boa localização é aquela que favorece o acesso das pessoas, com o menor grau possível de dificuldade, ou ser próximo a rodovias para melhor escoar o produto. Se o atendimento for destinado ao público em geral é importante que a loja possua boa visualização em área de grande fluxo de pessoas, próxima ao local de residência ou de trabalho do público-alvo.

Para um negócio de chaveiro a localização se torna fundamental, pois o público que busca esse tipo de estabelecimento normalmente não se desvia de seu caminho.

A loja deve estar localizada em ruas de grande fluxo de pessoas, ou em shoppings, centros comerciais, próxima a hospitais, estações de metrô, terminais rodoviários, escolas e/ou faculdades e universidades, locais de grande concentração de escritórios e outros pólos geradores de público como: supermercados, hipermercados, agências bancárias, instituições de serviço público municipal, estadual e federal.

Conveniência e acesso fácil são fatores fundamentais para que o consumidor escolha uma loja.

Tendo em vistas as características acima descritas, outros pontos relevantes que devem ser levados em consideração a depender de cada caso para que seja estruturada a empresa são:

  • O imóvel atende às necessidades operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio, possibilidade de expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet;
  • O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e conta com serviços de transporte coletivo nas redondezas, se for o caso;
  • O local está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco;
  • O imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais;
  • A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura;
  • Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva;
  • As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município;
  • Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia;

A legislação local permite o licenciamento das placas de sinalização, ou a legislação pertinente sobre a ordenação dos elementos que compõem a paisagem urbana do município. Em resumo, encontrar um bom ponto de venda para o seu negócio é algo bastante complexo, pois somente por meio da interação e compreensão de múltiplos elementos é que se poderá avaliar o impacto e a utilização eficiente da localização empresarial.

Funcionários de uma loja de Chaveiros

Mesmo que o investimento seja baixo, é preciso contratar um profissional que vá servir de auxiliar, principalmente porque no decorrer do dia será preciso fazer atendimentos externos.

Não é aconselhável trabalhar sozinho se seu serviço atua no modelo de atendimento 24 horas e residencial, pois será preciso fechar

o quiosque de chaveiros para fazer um reparo em algum lugar, assim, é uma chance de perder clientes que podem chegar ao chaveiro e dar de cara com a porta fechada. Mais que um funcionário não é preciso.

Equipamentos Necessários Para a sua loja De Chaveiros

Basicamente os equipamentos necessários para instalação de um serviço de chaveiro são:

  • duplicadora (copiadora) de chaves;
  • esmeril;
  • morsa (minitorno);
  • bancada de serviços;
  • jogo de ferramentas (furadeira, 1 jogo de chaves de fenda, 1 jogo de lima para chaveiro, 1 alicate de pressão nº10, 1 alicate de corte, 1 alicate de bico, 1 jogo de chaves Allen, 1 martelo de bola, 1 arco de serra, 1 alicate arrebitador (POP), etc.);
  • um jogo de chaves virgens;
  • quadro de chaves;
  • balcão de atendimento com vitrine;
  • letreiro;
  • mobiliário e equipamento básico de escritório (banqueta, telefone, prateleiras, máquina de calcular, etc.).

Geralmente uma duplicadora simples permite a duplicação de chaves planas. Para duplicar chaves com perfis especiais (tetra, tubulares, gorge, ziguezague, etc.), é necessário equipamento compatível. No caso de uma empresa pequena, deve-se levar em consideração a necessidade de todos os equipamentos acima especificados e o tipo, pois existem dos mais sofisticados aos mais simples.

Antes de comprar os equipamentos, pense no tipo de produção que pretende estruturar e qual será o tipo de processo para não gastar mais do que o necessário ou ficar com ociosidade em excesso.

Existe a necessidade de outros equipamentos não destinados à atividade produtiva, mas que devem estar presentes em qualquer das estruturas, pequenas ou médias, que são os computadores, impressoras, telefones, ventiladores, ar condicionado, móveis e utensílios de escritório, dentre outros. Verifique a necessidade de acordo com o seu negócio.

Exigências Legais

Apesar de ainda não ter sido aprovada a legislação federal sobre o exercício da profissão de chaveiro e de instalador de sistema de segurança, existem estados que há a necessidade do cadastramento do profissional, bem como dos respectivos cursos de treinamento, como é o caso do estado de São Paulo cuja Lei é a 11066/2002.

Normalmente, os serviços de chaveiro são solicitados e prestados baseando-se apenas na presunção de boa-fé entre os clientes e os prestadores desses serviços. Outros estados também propõem a regulamentação da atividade.

As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O CDC, promulgado em 11 de setembro de 1990, regula a relação de consumo em todo o território brasileiro e busca equilibrar a relação entre consumidores e fornecedores.

Capital Inicial De Investimento Em Um Quiosque De Chaveiros

O investimento a ser feito para montar um quiosque pode aumentar ou diminuir, conforme a estrutura do estabelecimento pretendido. Para montar um quiosque de chaveiros de pequeno porte é preciso ter em média R$ 8 mil, já com todo material incluso e montagem do espaço. Com este valor é possível montar um quiosque com tamanho médio de 95 centímetros de largura e 2,20 m de altura.

Quem quiser algo um pouco maior, como uma lojinha pequena de fazer cópias de chaves com área de 20m², por exemplo, poderá precisar investir cerca de R$11 mil. E aqueles que preferirem comprar somente o quiosque de chaveiros sem nada dentro, o investimento é de R$3 mil e pode economizar bastante comprando um maquinário usado em bom estado ou simplesmente comprar um maquinário novo direto com os distribuidores.

Esses números são básicos e variam demais conforme o Estado escolhido e a localização do empreendimento. Mas é bom saber os valores, pois assim é possível ter uma ideia do que é preciso ter na conta bancária para poder entrar nesse ramo de atividade. Como todo e qualquer investimento feito em pequenas empresas, o retorno do investimento em um quiosque de chaveiros pode ser em média de 1 a 2 anos, dependendo do ponto escolhido.

A fim de que o empreendimento possua uma estrutura mínima para ser realidade, é preciso considerar alguns custos fixos, tais como conta de luz, de telefone, salário do auxiliar e impostos que devem ser pagos mensalmente. Por isso, antes de entrar no negócio, faça cálculos para ver se valerá realmente a pena investir em um quiosque de chaveiros.

Organização do Processo Produtivo

Apesar da simplicidade do processo produtivo de um chaveiro, as diversas atividades e etapas que devem ser seguidas para manter uma boa qualidade dos serviços e produtos ofertados. A atenção deve ser voltada para o cliente, em saber ouvir e entender as suas necessidades e desejos quanto aos serviços a serem realizados.

Dentre os principais, destacam-se:

  • Atendimento a clientes – Compreende a recepção, identificação das necessidades do cliente, apresentação do orçamento e formas de pagamento, além do agendamento e programação da execução dos serviços.

Execução dos serviços – Dentre os serviços prestados pelo chaveiro, destacam-se:

  • retirar e colocar uma fechadura;
  • desmontar e montar conjunto de segredo;
  • desmontar e montar cilindros independentes;
  • confecção de chave à mão;
  • mudança de segredo;
  • trocar pinos e molas;
  • trocar código de cofre;
  • elaborar mestragem;
  • copiar chave à mão;
  • retirar chaves quebradas;
  • abertura com lâminas;
  • abertura com grampos;
  • abertura com pentinhos;
  • abertura por furação.

As cópias de chaves – carro-chefe de vendas – são feitas no torno de chaves (duplicador) em um sistema semi-automático, no qual há interferência manual somente no carregamento e descarregamento do equipamento. O esmeril e a morsa são usados quando é necessário algum ajuste mais preciso na peça.

Os serviços externos (trocas de fechaduras e segredos) requerem o pronto atendimento, pois, geralmente, são situações de emergência. Caso seja entre 18h e 8h considerado período de plantão, poderá ser cobrado o dobro do valor do serviço realizado durante o dia. O atendimento 24h é muito rentável por este motivo.

Independente do tamanho do empreendimento, todas essas etapas devem ser cumpridas. A variação dependerá do tamanho da produção e automação necessária e desejada para um produto de melhor qualidade. Cada etapa mencionada deve ser entendida e pensada antes de iniciar a produção.

Tipos de Fechaduras

1- A Fechadura Cilíndrica

O projeto de fechadura mais comum é a fechadura cilíndrica.

A maioria das fechaduras sem maçaneta usa uma fechadura cilíndrica. Na fechadura cilíndrica, a chave gira um tambor, ou cilindro da fechadura, que gira um came (uma peça giratória com um eixo deslocado) anexado. Quando o cilindro é girado para um lado, o came puxa a lingueta e a porta pode ser aberta.

Quando o cilindro gira para o outro lado, o came solta a lingueta e a mola a movimenta para que a porta fique trancada. Em uma fechadura sem maçaneta, não há mecanismo com mola – o cilindro desliza a lingueta para frente e para trás. Uma fechadura sem mola é mais segura do que um trinco acionado por mola, pois é muito mais difícil empurrar a lingueta pelo lado da porta.

Dentro de uma fechadura cilíndrica, há uma espécie de quebra-cabeça que somente a chave correta pode resolver. A variação principal na confecção das fechaduras é a natureza desse quebra-cabeça.

Para ver o vídeo desta fechadura clique AQUI!

Dentro de uma fechadura cilíndrica, há uma espécie de quebra-cabeça que somente a chave correta pode resolver. A variação principal na confecção das fechaduras é a natureza desse quebra-cabeça.

Um dos quebra-cabeças mais comuns – e um dos mais fáceis de ser violados – é o modelo com pino e tranqueta, mostrado abaixo.

Os componentes principais no desenho da tranqueta e pino são uma série de pinos pequenos de comprimento variado.

Os pinos são divididos em pares. Cada par fica assentado num canal que atravessa o cilindro central e o suporte em volta do cilindro. As molas na parte superior dos canais mantêm os pares de pinos na posição dentro do cilindro.

Quando nenhuma chave é introduzida, o pino inferior de cada par fica completamente dentro do cilindro, ao passo que o pino superior fica posicionado metade no cilindro e metade no suporte. A posição desses pinos superiores não permite que o cilindro gire.

Veja como funciona: Quando você introduz uma chave, a série de entalhes da chave empurra os pares de pinos para níveis diferentes. A chave incorreta empurra os pinos de modo que a maioria dos pinos superiores fica parte no cilindro e parte no suporte.

A chave correta empurrará cada par de pinos o suficiente para que o ponto onde os dois pinos ficam juntos se alinhe perfeitamente com o espaço onde o cilindro e o suporte ficam juntos (esse ponto é chamado de linha de transição).

Em outras palavras, a chave empurrará os pinos para cima de modo que todos os pinos superiores ficam inseridos completamente no suporte, e os inferiores ficam completamente dentro do cilindro. Sem nenhum pino do suporte em seu caminho, o cilindro gira livremente e você pode empurrar a lingueta para dentro e para fora.

Esses são os pinos em uma fechadura de tranqueta e pino quando nenhuma chave é inserida (em cima) e quando a chave correta é inserida (em baixo). Quando a chave correta é inserida, todos os pinos são empurrados até o mesmo nível. Ou seja, quando a chave correta é inserida os Pinos sobem até o nível da “Linha de transição”

Esse modelo simples de quebra-cabeça é muito Como os pinos estão escondidos dentro da fechadura, é bastante difícil para a maioria das pessoas girar o cilindro sem a chave correta. Mas, com bastante prática, é possível resolver o quebra-cabeça por outros meios.

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A chave correta posiciona os pinos em uma fechadura com pino e tranqueta, de modo a todos os pinos inferiores ficarem dentro do miolo do cilindro e todos os superiores ficarem no alojamento do cilindro. Para violar ou michar esse tipo de fechadura, você deve mover cada par de pinos para a posição correta, um por um.

Existem dois elementos principais envolvidos no processo de arrombamento:

  • Hastes de ponta côncava (michas) – essas hastes são tubos ou palitos de metal longos e finos com uma ponta côncava (como o aparelho do dentista). São usadas para alcançar o interior da fechadura e empurrar os pinos para cima.
  • Chave/Alavanca tensionadora – as alavancas tensionadoras são confeccionadas em todos os formatos e tamanhos. Do ponto de vista funcional, elas não são muito complexas. O tipo mais simples de alavanca tensionadora é uma chave de fenda fina.O primeiro passo na hora de abrir/michar uma fechadura é inserir a alavanca tensionadora na fechadura e rodá-la na mesma direção que você gira a chave. Isso gira o cilindro, de modo que ele fica levemente deslocado do suporte ao redor dele.

Enquanto você aplica pressão sobre o cilindro, introduza uma haste de ponta côncava no buraco da fechadura e comece a levantar os pinos. O objetivo é levantar cada par de pinos até a posição na qual o pino superior se mova completamente para o suporte, como se fosse empurrado pela chave correta.

Ao fazer isso, enquanto vai aplicando pressão com a chave tensionadora, você sente ou escuta um leve clique quando o pino cai na posição. Esse é o som do pino superior encaixando na saliência do eixo. A saliência mantém o pino superior preso no suporte; assim, ele não cairá novamente dentro do cilindro.

Desse modo, você move cada par de pinos para a posição correta até que todos os pinos superiores sejam empurrados completamente para o suporte e todos os pinos inferiores fiquem dentro do cilindro. Nesse ponto, o cilindro gira livremente e você pode abrir a fechadura.

Clique AQUI para ver o vídeo: abrindo fechadura de porta com micha (lockpick)

Uma outra técnica é a extração (raking). A extração é muito menos precisa do que a verdadeira violação. Para extrair uma fechadura, você insere uma haste com uma ponta mais larga até chegar na parte traseira do cilindro. Então, você puxa a haste rapidamente, de modo que ela jogue todos os pinos para cima quando estiver saindo.

Quando a haste sair, gire o cilindro com a alavanca tensionadora. Como estão se movimentando para cima e para baixo, alguns dos pinos superiores forçosamente cairão sobre a saliência criada pela rotação do cilindro. Frequentemente, os chaveiros começam aplicando a extração sobre os pinos e depois trabalham cada pino individualmente.

Conceitualmente, michar fechaduras é bastante simples, mas é uma habilidade muito difícil de se dominar. Os chaveiros têm de aprender exatamente qual é a pressão correta a ser aplicada e que sons escutar. Eles também devem afiar seu tato até o ponto de poder sentir a leve força dos pinos e cilindro móveis.

Além disso, devem aprender a imaginar todas as peças dentro da fechadura. A violação de fechadura bem-sucedida depende da completa familiaridade com o modelo da fechadura.

 

2 – Fechadura com núcleo de placas

Um outro tipo comum de fechadura cilíndrica é a fechadura com núcleo de placas. Essas fechaduras funcionam basicamente do mesmo jeito que aquelas com pino e tranqueta, mas têm tranquetas em forma de placas no lugar dos pinos. Você manuseia as placas exatamente do mesmo modo que os pinos – na verdade, é até mais fácil manusear fechaduras com núcleo de placas porque o buraco da fechadura é mais largo.

Clique AQUI para ver o vídeo: Michando cilindro

Alguns modelos usam placas simples em vez de pares de placas. Essas placas são acionadas com molas para que possam se estender para fora do cilindro, prendendo o suporte da fechadura. As placas têm um buraco no centro para que a chave seja encaixada.

A chave correta puxa as placas para baixo o suficiente para que todas fiquem recolhidas dentro do cilindro; a incorreta puxa as placas para baixo somente por uma parte do caminho as puxa muito para baixo, fazendo que se estendam até o outro lado do cilindro.

Fechaduras com placas duplas têm núcleo de placas nas duas extremidades do cilindro. Para abrir essas fechaduras, você tem de acessar as placas nos dois lados enquanto aplica pressão com a alavanca tensionadora. As fechaduras de placas são encontradas na maioria dos arquivos, armários e carros, e em muitos modelos de cadeados.

Fechaduras tubulares

As fechaduras tubulares oferecem proteção superior às fechaduras com pino e tranqueta e às com núcleo de placas, mas são bem mais caras. Em vez de uma fileira de pinos, as fechaduras tubulares têm pinos posicionados ao redor da circunferência do núcleo do cilindro. Isso faz com que sejam mais difíceis de ser violadas. As técnicas convencionais para violação de fechaduras geralmente não funcionam nesse tipo de fechadura.

Algumas fechaduras com pino e tranqueta modificaram os pinos para tornar a violação mais difícil. Na variação mais comum, os pinos superiores têm a cabeça no formato de um cogumelo.

Esse formato estranho faz com que o cilindro se desloque antes, de modo que não é possível empurrar o pino superior totalmente para cima. Isso faz com que fique mais difícil colocar os pinos em posição e seja mais difícil perceber pelo tato o que está acontecendo dentro da fechadura.

Recodificar fechaduras

Uma coisa legal a respeito da fechadura tranqueta e pino é que você pode reconfigurá-la para que sirva em uma chave existente (desde que a chave seja para o mesmo modelo de fechadura). As vantagens disso são óbvias: você pode adicionar novas fechaduras a sua casa ou empresa sem ter que adicionar um monte de chave novas ao seu molho de chaves.

Para fazer uma chave nova para uma fechadura que já existe, você corta uma série de entalhes na chave para que ela levante cada um dos pinos superiores exatamente acima da linha de transição. Essencialmente, você corta um gabarito no metal que coincida com o gabarito dos pinos da fechadura.

Para alterar uma fechadura para que ela se adapte a uma chave existente, deve-se trabalhar na direção oposta: você altera o gabarito dos pinos na fechadura de modo que coincida com o gabarito dos entalhes na chave.

Se a fechadura tiver um sistema de chave universal, qualquer chaveiro pode mudar a combinação da fechadura rapidamente. Você também pode pedir para mudar a combinação de fechaduras na maioria das lojas de ferragens.

Neste conjunto básico de fechadura de seis pinos, você pode ver como funciona essa troca de combinação. Quando o cilindro é aberto e libera o conjunto de eixos, há seis molas e 12 pinos pequenos. Todos os pinos superiores são exatamente do mesmo tamanho. Os seis pinos que sobram ( inferiores) serão de vários comprimentos para coincidir com os entalhes da chave.

O processo de troca de combinação de uma fechadura é muito simples. O chaveiro remove todos os pinos do cilindro. A seguir, escolhendo a partir de uma coleção de pinos de reposição de vários tamanhos, escolhe novos pinos inferiores que se encaixem perfeitamente entre os entalhes da chave e a linha de transição.

Desse modo, quando você introduz a chave nova, os pinos inferiores empurram todos os pinos superiores imediatamente acima da linha de transição, permitindo que o cilindro gire livremente. (Esse processo pode variar dependendo do modelo da fechadura.)

Não importa o comprimento dos pinos superiores (contanto que todos fiquem alojados acima da linha de transição quando a chave é introduzida), desde que o chaveiro simplesmente reintroduza os seis pinos superiores originais que vieram com a fechadura. E isso é tudo, por enquanto, sobre a troca de combinação. O processo inteiro demora apenas alguns minutos.

Chaves Mestras

Chaves mestras são uma tecnologia interessante, de alguma maneira relacionada com violação de fechaduras (porque são dispositivos para abrir fechaduras sem ter a chave principal).

Algumas fechaduras são projetadas para funcionar com duas chaves diferentes. A chave de substituição abrirá somente aquela fechadura específica, ao passo que a chave mestra abrirá aquela fechadura e várias outras. Nessas fechaduras, alguns dos pares de pinos são separados por um terceiro pino chamado placa mestra ou espaçador.

Quando três pinos são combinados em um eixo, existem duas maneiras de posicionar os pinos para que abram a fechadura. A chave de substituição pode levantar os pinos de modo que a linha de transição fique imediatamente acima da parte de cima da placa mestra, ao passo que a chave mestra levanta os pinos de modo que a linha de transição fique na parte inferior da placa mestra.

Em ambos os casos, há um espaço na linha de transição e a chave consegue girar.

Nesse modelo de fechadura, o pino mais baixo será do mesmo tamanho em cada fechadura do grupo, mas a placa mestra varia de comprimento. Isso faz com que uma pessoa, como o zelador de um prédio, acesse muitas fechaduras diferentes, ao passo que cada proprietário de uma chave individual só pode abrir a sua.

Cadeado de combinação

Há três partes em uma fechadura de combinação típica. Esta fechadura tem uma das partes de metal e é diretamente da face de torneamento da fechadura. As outras duas partes são de plástico. Há duas cápsulas de plástico que se encaixam entre as duas partes da fechadura: Eles se encaixam com um cabo moldado na parte de trás do cadeado.

Os dois pedaços de plástico têm um dente em cada lado, e estes dentes encaixam como os outros que giram:

O propósito dos dentes é controlar um trinco que encaixa o fim do trinco da fechadura. Cada dente tem uma identificação. Quando os dentes se alinham corretamente o trinco abre:

Caso contrário o trinco fica assim:

Se você usou uma fechadura de combinação antes de você conhecer a broca: “Vire o contador à direita duas rotações cheias para o primeiro número da combinação. Então vire contador à direita além do primeiro número para o segundo número. Então vire o contador à direita ao terceiro número e a fechadura abrirá “.

Você pode ver agora por que você tem que fazer isso.

Virar o contador 2 vezes cheias adquire os dentes de todos os três alinharão. Agora quando você virar o contador à direita só o dente de topo vai girar.

Como você vai além do primeiro número, o dente do primeiro encaixa com o segundo, assim os dois dentes estão movendo. A fricção proveu antes, porém, mantém o terceiro dente em sua posição. Quando você vira à direita novamente o contador, só o dente de topo gira. Todos o três rotatores estão corretamente alinhados por este processo, a fechadura abre.

Travas Elétricas

Entre teclados, sistemas de entrada sem chave e travas convencionais, alguns carros têm hoje quatro ou cinco diferentes maneiras de destravar as portas. Como os carros controlam todos esses métodos diferentes e o que exatamente acontece quando as portas são destravadas?

O mecanismo que destrava as portas do carro é muito interessante. Ele tem que ser muito confiável, pois irá destravar as portas dezenas de milhares de vezes enquanto o seu carro existir.

Vamos ver como o carro mantém todos os seus sinais corretos.

Travar e destravar

Aqui estão algumas das maneiras como as portas do carro podem ser destravadas:

  • com uma chave
  • pressionando o botão de destravar dentro do carro
  • usando a trava de combinação na parte externa da porta
  • puxando a maçaneta na parte interna da porta
  • com um controle remoto de entrada sem chave
  • com um sinal de um centro de controle

Em alguns carros que possuem travas elétricas das portas, o botão travar/destravar envia energia para os atuadores, que destravam as portas. Em outros sistemas mais complicados, que têm maneiras diferentes de travar e destravar as portas, o controlador de corpo decide quando fazer o destravamento.

O controlador de corpo é um computador no Ele cuida das pequenas coisas que tornam o carro mais confortável. Por exemplo, garante que as luzes interiores permaneçam ligadas até que seja dada a partida no carro. Além disso, ele emite um bip se você deixar o farol aceso ou se deixar as chaves na ignição.

No caso de travas elétricas das portas, o controlador de corpo monitora todas as possíveis origens de um sinal de “destravar” ou de “travar”. Ele monitora o painel de toque colocado na porta e destrava as portas quando o código correto é inserido.

Desta maneira ele monitora uma frequência de rádio e destrava as portas quando recebe o código digital correto do transmissor de rádio em um sistema de segurança, além de monitorar os interruptores dentro do carro. Quando ele recebe um sinal de qualquer uma dessas origens, fornece energia para o atuador, que destrava ou trava as portas.

Agora, vamos dar uma olhada no interior de uma porta de carro e ver como tudo está ligado.

Dentro de uma porta de carro

Nesse carro, o atuador das travas elétricas das portas está posicionado abaixo da trava. Uma haste conecta o atuador à trava e uma outra haste conecta a trava à maçaneta localizada na parte superior da porta.

Quando o atuador move a trava para cima, ele conecta a maçaneta externa da porta ao mecanismo de abertura.

Quando a trava está para baixo, a maçaneta externa da porta é desconectada do mecanismo, para que não possa ser aberta.

Para destravar a porta, o controlador de corpo fornece energia para o atuador das travas elétricas das portas durante um intervalo de tempo. Vamos dar uma olhada dentro do atuador.

Dentro do atuador

O atuador das travas elétricas das portas é um dispositivo bem simples.

Esse sistema é muito simples. Um pequeno motor elétrico gira uma série de engrenagens dentadas que atuam como redução de engrenagem. A última engrenagem impulsiona um conjunto de engrenagens de cremalheira e pinhão que está conectado à haste do atuador. A cremalheira converte o movimento rotacional do motor no movimento linear necessário para mover a trava.

Uma coisa interessante sobre esse mecanismo é que, embora o motor possa girar as engrenagens e mover a trava, se você mesmo movê-la, o motor não girará. Isso é realizado por uma embreagem centrífuga que é conectada à engrenagem e ligada pelo motor.

Quando o motor gira a engrenagem, a embreagem sai e trava a pequena engrenagem de metal na engrenagem plástica maior, permitindo que o motor mova a trava da porta. Se você mesmo mover a trava da porta, todas as engrenagens girarão, exceto a engrenagem plástica com a embreagem.

Como forçar a trava

Se você já travou a porta e ficou para fora do carro, deverá chamar o chaveiro para ajudá-lo a entrar novamente. A ferramenta usada para isso é uma fina tira de metal com um gancho plano.

Um simples movimento vertical da maçaneta ou do atuador da trava elétrica é o necessário para girar a trava e abrir a porta. O que o chaveiro faz com a tira de metal é tentar achar um ponto onde a maçaneta e o atuador se conectem. Uma rápida puxada nesse ponto e a porta será destravada!

Como instalar fechadura de embutir

Há dois tipos principais de fechaduras: a fechadura de embutir, que é inserida na moldura da porta, e a fechadura de sobrepor, que é montada sobre a moldura da porta.

Fechadura de embutir como funciona:

Uma fechadura de embutir é montada dentro da moldura da porta, logo, é importante que você conheça o tamanho da fechadura existente para fazer a nova fechadura se ajustar na cavidade (encaixe) da moldura da porta.

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