Questões de Português de Outros

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CONSULPLAN - CESAN - ES - Carreira Universitária - Advogado - 2011
Português / Outros

A culpa é de Deus ou dos homens?


Entra ano sai ano, as tempestades de verão continuam atormentando a vida de milhares de pessoas nos estados do sul

e sudeste do país. Neste verão, a tragédia maior se concentrou na região serrana do Rio de Janeiro, castigando com maior
intensidade o município de Nova Friburgo, onde centenas de pessoas perderam suas vidas e milhares viram suas casas
serem literalmente arrastadas pela enxurrada.
Sabemos que as enchentes não são um privilégio do Brasil, pois o noticiário internacional também nos mostra

tragédias semelhantes em países como Austrália, Indonésia, Filipinas e outros. Mas o que nos distingue é o elevado
número de mortes ocasionadas pelas enchentes e desabamentos. Na Austrália, por exemplo, onde uma cidade inteira
ficou praticamente submersa, as mortes não chegaram a três dezenas, o que é quase nada comparado às centenas que
ocorreram no estado do Rio de Janeiro. Essa diferença decorre basicamente, em nossa opinião, de dois fatores: primeiro,
que na Austrália o sistema de alerta e prevenção funciona muito melhor do que no Brasil; segundo, que a ocupação
territorial por lá se dá de forma mais racional e planejada.
No Brasil, infelizmente não é prática corrente se realizar estudos geotécnicos do terreno antes de se erguer

construções, principalmente quando se trata de residências. Portanto, não se conhece com rigor as características do solo,
sua estabilidade e outros fatores que são essenciais para garantir solidez às construções. Caso fizessem tais estudos, as
pessoas poderiam saber que existem áreas onde absolutamente não se pode construir. Da mesma forma, costuma-se, ao se
projetar construções, fazer a terraplanagem do terreno, modificando-se a topografia que foi moldada, durante anos, pela
ação dos ventos e da água. As consequências disso são facilmente previsíveis: ao se fazer a terraplanagem, o solo que era
firme fica solto. E por mais que se faça compactação – o que não ocorre, pelo menos em empreendimentos residenciais –
ainda assim o solo não fica com a estabilidade que tinha antes de ser aplainado. Convém lembrar, também, que a
terraplanagem retira tudo o que é mata e raiz do terreno, contribuindo para aumentar a instabilidade do solo. Cria-se,
assim, o ambiente propício para a erosão e o carreamento de sólidos para os mananciais, provocando o seu assoreamento,
o que facilita as enchentes, já que a água não escoa com a mesma facilidade de antes.
Portanto, embora as pessoas comuns tendam a atribuir tais tragédias à fúria divina, na verdade elas deveriam

questionar a si próprias se não são elas mesmas responsáveis por suas mazelas. É claro que uma parcela da culpa cabe ao
poder público, que tem a responsabilidade de zelar pelo correto ordenamento territorial. Parece-nos absurdo que em pleno
século XXI o Brasil não tenha precisamente definidas as áreas de risco, pelo menos nos aglomerados urbanos, para que
possa coibir a sua ocupação. Também nos parece lamentável que o poder público faça vistas grossas à especulação
imobiliária desenfreada que coloca em risco a vida de milhares de pessoas. E nos surpreende que não se tenha, pelo
menos em áreas onde é comum a ocorrência das tempestades de verão, um sistema de alerta e prevenção que possibilite a
evacuação rápida das populações dessas áreas de risco.
(Francisco Alves. Revista Saneamento Ambiental – Ano XX – nº. 152 – Novembro/Dezembro – 2010)

"[...] que foi moldada, durante anos, pela ação dos ventos e da água." Se pluralizarmos o vocábulo em destaque obteremos a forma "ações". A alternativa que contém um vocábulo que admite duas formas de plural é:

a) Construção.
b) Verão.
c) Cidadão.
d) Especulação.
e) Região.

FCC - TRT 4ª - Técnico Judiciário - Administrativa - 2011
Português / Outros

Nas décadas de 1930 e 40, enquanto eu crescia, o

desenhista de quadrinhos ocupava um lugar na hierarquia
cultural não muito inferior àquele ocupado pelo ator de cinema e
pelo inventor. Walt Disney, Al Capp, Peter Arno – quem, agora,
poderia conquistar tanta fama apenas com uma caneta de pena
e um tinteiro?

(John Updike. “A mágica dos quadrinhos”. serrote: uma revista
de ensaios, ideias e literatura. n. 2, jul 2009. São Paulo: Instituto
Moreira Salles, p. 17)
Obs.: Al Capp e Peter Arno - cartunistas americanos
contemporâneos de Walt Disney.

No excerto acima, o autor

a) favorece as lembranças de sua infância em prejuízo de considerações sobre os quadrinhos.
b) recorre ao ator de cinema e ao inventor para demonstrar como desenhistas de quadrinhos foram sempre desconsiderados na cultura americana.
c) manifesta que, embora com poucos recursos, os desenhistas de quadrinhos de sua infância fascinavam o público.
d) vale-se de uma pergunta retórica para expressar sua crença: atualmente, quem não domina a alta tecnologia não consegue distrair a plateia.
e) critica o lugar de destaque que, no século passado, era concedido aleatoriamente a atores de cinema e inventores.

FGV - SAD - PE - Analista de Controle Interno - Obras Públicas - 2009
Português / Outros

Dada uma palavra, chama-se anagrama a qualquer ordenação que se pode dar às letras dessa palavra, utilizando-se todas as letras, ainda que essa ordenação não tenha sentido.
O número de anagramas da palavra FRASCO que possuem as consoantes em ordem alfabética, não importando se essas consoantes estão juntas ou não, é:

a) 6
b) 10
c) 25
d) 30
e) 36

FGV - SAD - PE - Analista de Controle Interno - Obras Públicas - 2009
Português / Outros

Admita verdadeiras as seguintes declarações:

I. Alguns homens não gostam de matemática.
II. Todas as pessoas que gostam de lógica também gostam de matemática.

Com base nas declarações, é correto concluir que:

a) há homens que não gostam de lógica.
b) há homens que gostam de lógica.
c) há mulheres que não gostam de matemática.
d) todas as mulheres gostam de matemática.
e) todas as pessoas que gostam de matemática gostam também de lógica.



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