Questões de Português de Emprego do Porque

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FCC - PGJ - CE - Analista Ministerial - Direito - 2013
Português / Emprego do Porque

Atente para as seguintes construções:

I. Meu coração, não sei porque, bate feliz quando te vê.

II. Sei que você se aborreceu comigo, só não sei por quê.

III. Ela partiu sem me esclarecer o porquê de seu descontentamento.


Está correto o emprego da forma pronominal sublinhada SOMENTE em

a) III.
b) II e III.
c) I e II.
d) I e III.
e) I.

CESPE - SESA - ES - Enfermeiro - 2013
Português / Emprego do Porque

Construímos nossas crenças por várias e diferentes
razões subjetivas, pessoais, emocionais e psicológicas, em
contextos criados pela família, por amigos, por colegas, pela
cultura e pela sociedade. Uma vez consolidadas essas crenças,
nós as defendemos e as justificamos com uma profusão de
razões intelectuais, argumentos convincentes e explicações
racionais. Primeiro surgem as crenças, depois as explicações.

O cérebro é uma máquina de crenças. A partir dos
dados que fluem por meio dos sentidos, o cérebro naturalmente
começa a procurar e encontra padrões, aos quais então infunde
significado. O primeiro processo é chamado de padronicidade:
a tendência de encontrar padrões significativos em dados que
podem ou não ser significativos. O segundo processo é
chamado de acionalização: a tendência de dar aos padrões
significado, intenção e ação. Não podemos evitar isso. Nosso
cérebro evoluiu para conectar os pontos de nosso mundo em
padrões significativos, capazes de explicar por que as coisas
acontecem. Esses padrões significativos se tornam crenças.
Uma vez formadas as crenças, o cérebro começa a
procurar evidências que as confirmem e, ao serem encontradas,
tais evidências aumentam a confiança emocional e aceleram o
processo de reforço dessas crenças. Uma mudança de opinião
é muito rara na religião e na política, a ponto de provocar
manchetes quando ocorre com alguém que desfrute de uma
posição proeminente, como um clérigo que mude de religião
ou renuncie à sua fé, ou um político que mude de partido ou se
torne independente. Acontece, mas é tão rara quanto um cisne
negro.

Michael Shermer. Cérebro e crença. São Paulo: JSN Editora, 2012, p. 21-2 (com adaptações).

O sentido e a correção gramatical do texto seriam preservados caso se substituísse

a) "aos quais" por para os quais, em "e encontra padrões, aos quais então infunde significado" [l.10-.
b) "por que" por a razão pela qual, em "capazes de explicar por que as coisas acontecem" [l.17-.
c) "proeminente" por iminente, em "alguém que desfrute de uma posição proeminente" [l.24-.
d) "Construímos nossas crenças" [l. por Constroem-se crenças.
e) "consolidadas" por consolidado, em "Uma vez consolidadas essas crenças" [l..

FCC - TCE - AP - Analista de Controle Externo - Contabilidade - 2012
Português / Emprego do Porque

Na mídia em geral, nos discursos políticos, em
mensagens publicitárias, na fala de diferentes atores
sociais, enfim, nos diversos contextos em que a
comunicação se faz presente, deparamo-nos repetidas
vezes com a palavra cidadania. Esse largo uso, porém,
não torna seu significado evidente. Ao contrário, o fato de
admitir vários empregos deprecia seu valor conceitual,
isto é, sua capacidade de nos fazer compreender certa
ordem de eventos. Assim, pode-se dizer que, contemporaneamente,
a palavra cidadania atende bastante bem a
um dos usos possíveis da linguagem, a comunicação,
mas caminha em sentido inverso quando se trata da
cognição, do uso cognitivo da linguagem. Por que, então,
a palavra cidadania é constantemente evocada, se o seu
significado é tão pouco esclarecido?
Uma resposta possível a essa indagação
começaria por reconhecer que há considerável avanço da
agenda igualitária no mundo e, decorrente disso, a
valorização sem precedentes da ideia de direitos. De fato,
tornou-se impossível conceber formas contemporâneas
de interação entre indivíduos ou grupos sem que a
referência a direitos esteja pressuposta ou mesmo
vocalizada. Direitos, por isso, sustentam uma espécie de
argumentação pública permanente, a partir da qual os
atores sociais agenciam suas identidades e tentam
ampliar o escopo da política de modo a abarcar suas
questões. Tais atores constroem-se, portanto, em público,
pressionando o sistema político a reconhecer direitos que
julgam possuir e a incorporá-los à agenda governamental.


(Maria Alice Rezende de Carvalho. “Cidadania e direitos”.
In: Agenda brasileira: temas de uma sociedade em

mudança. André Botelho e Lilia Moritz Schwarcz (orgs.).
São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 104)

Afirma-se com correção:

a) (linhas 1 a 5) Os termos que compõem a sequência inicial do texto estão todos citados sob a mesma perspectiva, a da completa determinação.
b) (linhas 5 e 6) Se a frase Esse largo uso, porém, não torna seu significado evidente fosse organizada de maneira distinta, a formulação "Seu significado não se torna evidente, mas seu uso é amplo" preservaria a correção e o sentido originais, considerado o contexto.
c) (linha 8) O modo como o segmento que sucede a isto é está redigido comprova que a expressão introduz um típico verbete de dicionário.
d) (linhas 10 a 11) O segmento a palavra cidadania atende bastante bem a um dos usos possíveis da linguagem teria seu sentido e correção preservados em "Da palavra cidadania pode-se dizer que não é nada mal o seu atendimento a um dos usos possíveis da linguagem".
e) (linhas 13 a 15) Variante da redação da autora, a frase "Então, se o seu significado é tão pouco esclarecido, a palavra "cidadania" é constantemente evocada por quê?", está em conformidade com o padrão culto escrito e preserva o sentido do enunciado original.

FCC - TRE - PR - Analista Judiciário - Área Administrativa - 2012
Português / Emprego do Porque

A frase que respeita o padrão culto escrito é:

a) Tudo que fizeram afim de angariar a simpatia do diretor pela proposta não deu bons frutos, por isso não lhes restaram, conforme estavam todos de acordo, outra idéia a não ser agregar valor ao projeto inicial.
b) Os jornalistas não creem que existam documentos espúrios em meio àqueles já examinados, e isso por que já haviam feito cuidadosa checagem, todavia, a transparência impondo, voltarão a tarefa de imediato.
c) A questão ficou cada vez mais descaracterizada quando, logo depois da visita o antropólogo defendeu que aquelas dificuldades não se restringiam para as nações indígenas daquela região, sendo mais universal.
d) A manutenção e apoio ao grupo de escoteiros dependem dele aceitar a contrapartida dos empresários, que não é, aliás, nada abuso, visto que eles executam as tarefas solicitadas cotidianamente, sem desgaste exaustivo.
e) Não obstante a grande aprovação recebida pelos candidatos da legenda, não se ignora que, se não revirem suas plataformas, cujas bases têm fragilidades que só há pouco os analistas expuseram, sairão lesados em futuro bem próximo.

FCC - TRF 2ª - Analista Judiciário - Taquigrafia - 2012
Português / Emprego do Porque

O que se destaca está empregado com correção em:

a) Por que era sempre tão elogiado, não acatou com tranquilidade o comentário do diretor.
b) Não sei o porque de sua apreensão. Creio que nada lhe foi desfavorável.
c) Recusou-se a repetir muito do que havia dito, ninguém entendeu bem por que.
d) Você não vai por quê? Saiba que todos o esperam com ansiedade.
e) Porquê não entregaram os passaportes que nos pediram ontem?

IBFC - FUNED - MG - Planejamento de Produção - Administração - 2012
Português / Emprego do Porque

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. Gostaria de saber ________ ele sempre me liga no momento ______ estou ocupada!

a) porque - que
b) porque - no qual
c) por que - que
d) por que - em que

CESPE - TRE - ES - Técnico Judiciário - Taquigrafia - 2011
Português / Emprego do Porque

Julgue os próximos itens, com relação ao correto emprego de porque, porquê, por que e por quê

Se me perguntam por que sou favorável ao voto distrital, qual o motivo porque defendo tal sistema, explico de pronto: porque com ele diminui a briga interna dos partidos em cada distrito. Além disso, porque o voto distrital dá ao eleitor a possibilidade de controlar quem foi por ele eleito.

CESPE - TRE - ES - Técnico Judiciário - Taquigrafia - 2011
Português / Emprego do Porque

Julgue os próximos itens, com relação ao correto emprego de porque, porquê, por que e por quê

Alguns prefeitos se reelegem com extrema facilidade. Por que isso ocorre? Por que prefeitos de municípios recém-criados se reelegem com muito mais facilidade do que os demais? Provavelmente, porque têm mais liberdade para gastar e amplas possibilidades de contratar novos funcionários para compor a burocracia local.

CESPE - TRE - ES - Técnico Judiciário - Taquigrafia - 2011
Português / Emprego do Porque

Julgue os próximos itens, com relação ao correto emprego de porque, porquê, por que e por quê

Em cada eleição se manifesta o desejo de permanência ou mudança. Mudar por quê? Nem todos os porquês são razoavelmente justificáveis. É preciso que cada um reflita seriamente para saber por que quer mudar, ou por que quer a continuidade de determinado grupo no poder.

FCC - DPE - RS - Defensor Público de Classe Inicial - 2011
Português / Emprego do Porque

O dilema das definições
A ciência estabelece que funções antes consideradas
universais, como "sujeito" e "predicado",
são mais arbitrárias do que se imaginava.



Você já deve ter ouvido estas definições muitas
vezes: "Sujeito é aquele de quem se diz algo.",
"Predicado é aquilo que se diz do sujeito.", "Objeto direto
é aquele que sofre a ação.", "Objeto indireto é aquele
que se beneficia da ação."
É possível até que você use essas definições
quando bate aquela dúvida sobre concordância ou
regência, não é? No entanto, apesar de correntes, elas
não têm fundamento científico, afinal são muito
anteriores ao nascimento da ciência da linguagem (mais
precisamente, 2 mil anos anteriores!). Além disso, por
remontarem à Grécia antiga, são definições muito mais
filosóficas do que linguísticas e absolutamente
centradas na língua grega, sem qualquer consideração
pela estrutura de outras línguas.
Pode-se dizer que foram uma tentativa legítima
( principalmente considerando-se a época em que foi
feita ) de explicar fatos linguísticos, mas que está longe
de ter sido bem-sucedida.
O fato é que a análise de línguas empreendida na
primeira metade do século 20, aliada à coleta de dados
e ao estudo comparado de um número extraordinário de
idiomas de várias partes do mundo, resultou na
derrubada de muitos dogmas da gramática.
Um exemplo foi a sintaxe translativa de Lucien
Tesnière, publicada em 1959 no livro Éléments de
Syntaxe Structurale, a qual demonstrou que o único
termo essencial da oração nas línguas ocidentais é o
verbo.
...
Primeiro, nem todo verbo exprime ação. Afinal, que
ação é expressa por "ser", "estar", "ter", "dormir"? Em
segundo lugar, o sujeito só pratica a ação se o verbo
estiver na voz ativa; na passiva, o sujeito sofre a ação.
Aliás, há verbos supostamente ativos que não
expressam ação realizada, mas sofrida: é o bebê que
pratica a "ação" de nascer ou é a mãe que pratica a
ação de parir? (Não por acaso, em inglês, "nascer" é to
be born, literalmente, "ser parido".) Logo, essa definição
de sujeito é, no mínimo, capenga.
Quanto à ideia de que o sujeito é aquele sobre
quem se declara algo, Marcos Bagno, da Universidade
de Brasília, questiona: na oração "Nesta sala cabem
trinta pessoas", o sujeito é "trinta pessoas", mas não se
declara algo sobre as pessoas e sim sobre a sala.
Tudo isso ocorre porque os conceitos de sujeito e
objeto dados pela gramática foram tomados de
empréstimo da filosofia: para os gregos, há uma
realidade objetiva (em si, independente de qualquer
julgamento) e uma subjetiva (tal qual vista por nós).
Nesse sentido, o objeto é a realidade natural,
inerte, impotente e inconsciente, e o sujeito é o ser
humano, único capaz de tomar consciência da realidade
ao redor e de agir sobre ela. Daí a ideia de que sujeito é
quem pratica ações e objeto, quem as sofre.
...
Em resumo, aquelas funções que aprendemos nas
enfadonhas aulas de análise sintática são de natureza
meramente convencional. É por isso que a fala popular
simplifica as regências, elimina preposições
desnecessárias e diz "assistir televisão", "atender o
telefone", "responder a pergunta", "visar um objetivo", e
assim por diante. E também põe na voz passiva verbos
que, segundo a gramática normativa, são transitivos
indiretos: "O programa foi assistido por milhares de
pessoas", "Todas as perguntas foram respondidas", "O
objetivo visado por nós é.".


(Aldo Bizzocchi é doutor em linguística pela USP e autor de
Léxico e Ideologia na Europa Ocidental (Annablume ) e
Anatomia da Cultura (Palas Athena ) www.aldobizzocchi.com.br)


Assinale a alternativa que contém erro gramatical.

a) Os porquês dos conceitos de sujeito e predicado na gramática.
b) Por que os conceitos de sujeito e predicado têm problema?
c) Os conceitos de sujeito e predicado têm problema. Por quê?
d) Os conceitos de sujeito e predicado têm problema. Porquê?
e) Não se sabe por que os conceitos de sujeito e predicado têm problema.



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