Questões de Português de Classes das Palavras

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FGV - Assembléia Legislativa-MA - Consultor Legislativo Especial - Orçamento Público - 2013
Português / Classes das Palavras

Assinale a alternativa em que um dos termos foi formado a partir de uma classe de palavra diferente da dos demais.

a) Recolhimento - discernimento
b) Segurança - punição
c) Interpretação - obrigação
d) Confronto - abandono
e) Recuperação - população

VUNESP - Polícia Civil - SP - Investigador de Polícia - 2013
Português / Classes das Palavras

Leia o texto para responder a questão.



Madrugada

Duas horas da manhã. Às sete, devia estar no aeroporto. Foi
quando me lembrei de que, na pressa daquela manhã, ao sair do
hotel, deixara no banheiro o meu creme dental. Examinei a rua.
Nenhuma farmácia aberta. Dei meia volta, rumei por uma avenida
qualquer, o passo mole e sem pressa, no silêncio da noite.
Alguma farmácia haveria de plantão... Rua deserta. Dois ou três
quarteirões mais além, um guarda. Ele me daria indicação. Deu.
Farmácia Metrópole, em rua cujo nome não guardei.

– O senhor vai por aqui, quebra ali, segue em frente.

Dez ou doze quarteirões. A noite era minha. Lá fui. Pouco
além, dois tipos cambaleavam. Palavras vazias no espaço cansado.
Atravessei, cauteloso, para a calçada fronteira. E já me esquecera
dos companheiros eventuais da noite sem importância, quando
estremeci, ao perceber, pelas pisadinhas leves, um cachorro atrás
de mim. Tenho velho horror a cães desconhecidos. Quase igual
ao horror pelos cães conhecidos, ou de conhecidos, cuja lambida
fria, na intimidade que lhes tenho sido obrigado a conceder, tantas
vezes, me provoca uma incontrolável repugnância.

Senti um frio no estômago. Confesso que me bambeou a
perna. Que desejava de mim aquele cão ainda não visto, evidentemente
à minha procura? Os meus bêbados haviam dobrado
uma esquina. Estávamos na rua apenas eu e aqueles passos cada
vez mais próximos. Minha primeira reação foi apressar a marcha.
Mas desde criança me ensinaram que correr é pior. Cachorro é
como gente: cresce para quem se revela o mais fraco. Dominei-
-me, portanto, só eu sei com que medo. O bicho estava perto. Ia
atacar-me a barriga da perna? Passou-me pela cabeça o grave
da situação. Que seria de mim, atacado por um cão feroz numa
via deserta, em plena madrugada, na cidade estranha? Como me
arranjaria? Como reagiria? Como lutar contra o monstro, sem
pedra nem pau, duas coisas tão úteis banidas pela vida urbana?

Nunca me senti tão pequeno. Eu estava só, na rua e no mundo.
Ou melhor, a rua e o mundo estavam cheios, cheios daqueles
passos cada vez mais vizinhos. Sim, vinham chegando. Não fui
atacado, porém. O animal já estava ao meu lado, teque-teque, os
passinhos sutis. Bem... Era um desconhecido inofensivo. Nada
queria comigo. Era um cão notívago, alma boêmia como tantos
homens, cão sem teto que despertara numa soleira de porta e
sentira fome. Com certeza, saindo em busca de latas de lixo e
comida ao relento.

Um doce alívio me tomou. Logo ele estaria dois, três, dez,
muitos passinhos miúdos e leves cada vez mais à frente, cada
vez mais longe... Não se prolongou, porém, a repousante sensação.
O animal continuava a meu lado, acertando o passo com
o meu – teque-teque, nós dois sozinhos, cada vez mais sós...
Apressei a marcha.

Lá foi ele comigo. Diminuí. O bichinho também. Não
o olhara ainda. Sabia que ele estava a meu lado. Os passos o
diziam. O vulto. Pelo canto do olho senti que ele não me olhava
também, o focinho para a frente, o caminhar tranquilo, muito
suave, na calçada larga.

(Orígenes Lessa. Balbino, Homem do Mar. Fragmento adaptado)


No período - Quase igual ao horror pelos cães conhecidos, ou de conhecidos, cuja lambida fria, na intimidade que lhes tenho sido obrigado a conceder, tantas vezes, me provoca uma incontrolável repugnância. -, os termos em destaque, conforme o contexto que determina seus usos, classificam- -se, respectivamente, como

a) adjetivo, adjetivo e substantivo.
b) substantivo, adjetivo e substantivo.
c) adjetivo, substantivo e substantivo.
d) adjetivo, adjetivo e adjetivo.
e) substantivo, substantivo e adjetivo.

CESPE - MME - Assistente Administrativo - 2013
Português / Classes das Palavras

Horário de verão — o que é e por que é adotado


O principal objetivo do horário de verão é o melhor
aproveitamento da luz natural em relação à artificial,
adiantando-se os relógios em uma hora, de forma a se reduzir
a concentração de consumo de energia elétrica no horário entre
dezoito e vinte horas. A redução no consumo simultâneo,
considerando-se os vários usos possíveis, prolonga esse
período de maior consumo até as vinte e duas horas,
diminuindo o seu valor máximo, chamado de demanda. Esse
fato leva a um menor carregamento de energia nas linhas de
transmissão, nas subestações e nos sistemas de distribuição,
reduzindo o risco de não atendimento às cargas no horário de
ponta, em uma época do ano em que o sistema é normalmente
submetido às mais severas condições operacionais, uma vez
que esse é um período de grande consumo. A redução da
demanda máxima impacta também a necessidade de novos
investimentos em geração e transmissão de energia elétrica,
que diminui.

Assim, a redução dos picos máximos nos horários de
demanda por energia, proporcionando uma utilização mais
uniforme durante o dia, é uma medida de eficiência energética.
Quanto mais uniforme é a utilização da energia nos períodos
diário, mensal e anual, mais bem aproveitados são o sistema
elétrico disponível, os recursos energéticos e os naturais.

Nos últimos anos, a redução média da demanda tem
se situado em torno de 5% nas regiões onde foi aplicada a
medida. As análises também demonstram que essa redução da
demanda de ponta tem evitado novos investimentos da ordem
de dois bilhões de reais a cada ano na construção de usinas
geradoras de energia. A economia que se obtém no consumo de
energia, cerca de 0,5%, em MWh, é considerada um ganho
decorrente, ou marginal, mas não pode ser desprezado.

Internet: (com adaptações).


Com relação a palavras em uso no texto, assinale a opção em que os dois vocábulos mencionados pertencem à mesma classe gramatical.

a) "artificial" [L. e "menor" [L.
b) "seu" [L. e "um" [L.
c) "demanda" [L. e "uniforme" [L.
d) "que" [L. e "que" [L.
e) "obtém" [L. e "decorrente" [L.

UEG - Polícia Militar - GO - Soldado QPPM - 2ª Classe - 2013
Português / Classes das Palavras

Texto 1


Junte-se aos campeões. Garanta seus ingressos em FIFA.COM.

Superinteressante. Editora Abril, mar. 2013, p. 35.



Texto 2


A alegria morava em sua alma. A filha dos sertões era feliz, como a andorinha, que abandona o ninho de
seus pais e peregrina para fabricar novo ninho no país onde começa a estação das flores. Também Iracema
achara ali nas praias do mar um ninho do amor, nova pátria para seu coração.
Como o colibri borboleteando entre as flores da acácia, ela discorria as amenas campinas. A lua da
manhã já a encontrava suspensa ao ombro do esposo e sorrindo, como a enrediça que entrelaça o tronco
robusto, e todas as manhãs o coroa de nova grinalda.

ALENCAR, José. Iracema. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 80.


São vocábulos pertencentes ao mesmo campo semântico de "alegria" e "campinas", respectivamente:

a) deleite - prados
b) sonho - moradias
c) travessura - nuvens
d) pensamento - brisas

CONSULPLAN - Polícia Militar - TO - Soldado - 2013
Português / Classes das Palavras

Texto I para responder a questão.



Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada
que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta
quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que
chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história
mais engraçada!”. E então a contasse para a cozinheira e
telefonasse para duas ou três amigas para contar a história;
e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem
alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha
história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro,
quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada,
doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio
riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história
é mesmo muito engraçada!”.

Que um casal que estivesse em casa mal-humorado,
o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher
bastante irritada com o marido, que esse casal também
fosse atingido pela minha história. O marido a leria e
começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher.
Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse
conhecimento da história, ela também risse muito, e
ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro
sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se
lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem
os dois a alegria perdida de estarem juntos.

(Braga, Rubem in. As cem melhores crônicas brasileiras / Joaquim

Ferreira dos Santos, organização e introdução. Rio de Janeiro:

Objetiva, 2007. Fragmento.)


Em "Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, [...]" o emprego do artigo "um" confere

a) tom de familiaridade à frase.
b) designação genérica ao termo "casal".
c) individualização do substantivo "casal".
d) reforço da característica atribuída a "casal".

CONSULPLAN - Pref- Porto Velho-RO - Médico Veterinário - 2012
Português / Classes das Palavras

Pai patrão


Quando a democracia surgiu na Grécia, por volta de 500 a.C., os atenienses fizeram questão de traçar uma linha nítida entre as esferas públicas e privadas. O poder do estado terminava onde começava a privacidade do lar. No âmbito doméstico, reinava a vontade do patriarca que tinha o poder de determinar os direitos e deveres de seus filhos, mulher e escravos. Para os gregos não havia atividade mais apaixonante e gloriosa do que participar da condução da polis. A política era a maneira civilizada de decidir os destinos da nação por meio do diálogo e da persuasão. O cidadão revelava sua grandeza de espírito e sua importância para a comunidade no debate de ideias, na defesa de proposições e nas vitórias no âmbito público. Um homem que levasse uma vida exclusivamente privada não passava de um insignificante animal doméstico, incapaz de participar da elaboração das decisões políticas que afetavam os destinos da nação.
Se Aristóteles ressuscitasse no final do século XX, ficaria horrorizado com a interferência do Estado na privacidade do cidadão. A sociedade moderna sequestrou a intimidade do indivíduo. É inimaginável uma atividade pública ou privada que não seja regulamentada por lei, por estatuto ou por norma. Se o governo não cria regras, a universidade as inventa ou o grêmio esportivo as impõe. A maioria das organizações privadas atua como uma grande estatal, que determina como seus membros devem agir, pensar e se comportar. O estado moderno erradicou a fronteira entre o público e o privado. Os assuntos públicos são tratados como questões privadas, e a privacidade passou a ser encarada como algo de interesse público.


( D"ávila, Luiz Felipe. In: República )

Relacione as colunas de acordo com a classificação gramatical dos vocábulos destacados.

1. "O poder do estado..." ( ) Pronome relativo.

2. "Não passava de um insignificante animal..." ( ) Adjetivo.

3. "Reinava a vontade do patriarca, que tinha o poder..." ( ) Conjunção.

4. "Se Aristóteles ressuscitasse..." ( ) Substantivo.

5. "Ficaria horrorizado com a interferência..." ( ) Preposição.


A sequência está correta em

a) 5, 2, 4, 1, 3
b) 4, 1, 5, 3, 2
c) 3, 2, 4, 1, 5
d) 3, 1, 4, 2, 5
e) 4, 2, 3, 1, 5

FCC - INSS - Técnico do Seguro Social - 2012
Português / Classes das Palavras

A questão baseia-se no texto seguinte.

Em vida, Gustav Mahler ( 1860-1911 ), tanto por sua personalidade artística como por sua obra, foi alvo de intensas polêmicas - e de desprezo por boa parte da crítica. A incompreensão estética e o preconceito antissemita também o acompanhariam postumamente e foram raros os maestros que, nas décadas que se seguiram à sua morte, se empenharam na apresentação de suas obras. Durante os anos 60, porém, uma virada totalmente inesperada levou a obra de Mahler ao início de uma era de sucessos sem precedentes, que perdura até hoje. Intérpretes conhecidos e pesquisadores descobriram o compositor, enquanto gravações discográficas divulgavam uma obra até então desconhecida do grande público.
Há uma série de fatores envolvidos na transformação de Mahler em figura central da história da música do século XX. A visão de mundo de uma geração mais jovem certamente teve influência central aqui: o dilaceramento interior de Mahler, seu interesse pelos problemas fundamentais da existência humana, seu pacifismo, seu engajamento contra a opressão social e seu posicionamento em favor do respeito à integridade da natureza - tudo isso se tornou, subitamente, muito atual para a geração que nasceu no pós-guerra.
O amor incondicional de Mahler pela natureza sempre esteve presente em sua obra. O compositor dedicava inteiramente à criação musical os meses de verão, recolhendose em pequenas cabanas na paz dos Alpes austríacos. Em Steinbach, Mahler empreendia longas caminhadas que lhe proporcionaram inspiração para sinfonias.
Comparar a simplicidade espartana dessas casinhas com a enorme complexidade das obras ali criadas diz muito sobre a genialidade do compositor - e, sobretudo, sobre a real origem de sua musicalidade. Totalmente abandonadas e esquecidas na Áustria no pós-guerra, essas casinhas de Mahler hoje se transformaram em memoriais, graças à ação da Sociedade Internacional Gustav Mahler. O mundo onírico dos Alpes do início do século XX certamente voltará à memória de quem, tendo uma imagem desses despojados retiros musicais de Mahler, voltar a ouvir sua música grandiosa.


(Adaptado: Klaus Billand. Gustav Mahler: a criação de um ícone. Revista 18. Ano IV, n. 15, março/abril/ maio de 2006, p. 52-53. Disponível em: Acesso em: 22 dez. 2011)

Na frase O compositor dedicava inteiramente à criação musical os meses de verão, o termo destacado exerce a mesma função sintática que o termo em destaque na frase:

a) A visão de mundo de uma geração mais jovem teve influência central aqui.
b) Intérpretes conhecidos e pesquisadores descobriram o compositor.
c) Em vida, Mahler foi alvo de intensas polêmicas.
d) Mahler empreendia longas caminhadas que lhe proporcionaram inspiração para grandiosas sinfonias.
e) Essas casinhas das alturas alpinas hoje se transformaram em memoriais.

IDECAN - Prefeitura de Apiacá - Auxiliar Administrativo - 2011
Português / Classes das Palavras

Astronomos decidem que Plutao nao e mais planeta


Quem tinha apego sentimental por Plutão bem que tentou arrumar uma vaga para ele no Sistema Solar, nem que

fosse no tapetão. Mas não adiantou. Por mais que os astrólogos digam que ele sempre influirá no destino dos terráqueos,
o fato é que o ex-nono planeta está oficialmente rebaixado para a segunda divisão, ganhando o apelido de “planeta-anão”.
Depois de uma semana de debates tão esquentados quanto (às vezes) surreais, a solução de consenso entre os 2.500

cientistas presentes à reunião da IAU ( União Astronômica Internacional, na sigla inglesa ) foi admitir apenas oito planetas
“verdadeiros” nos domínios do Sol. Foi uma reviravolta e tanto em relação à proposta inicial de uma comissão da IAU –
ampliar para 12 o número de planetas do Sistema Solar.
[...]
O argumento usado para rebaixar Plutão foi, em essência, baseado na história do Sistema Solar. Ao insistir que, para

ser um planeta, um astro tem de ser não apenas esférico e não estelar como capaz de “limpar a vizinhança de sua órbita”,
os astrônomos querem mostrar que a formação dos oito planetas, de um lado, e a de Plutão, de outro, foram bem
diferentes.
“Limpar mesmo os arredores significa ter massa suficiente para continuar engolindo matéria no processo de

crescimento”, explica o astrônomo Cássio Leandro Barbosa, da Univap (Universidade do Vale do Paraíba ). Plutão não foi
capaz, por exemplo, de engolir outros corpos na sua formação. Nem seu satélite Caronte gira propriamente em torno dele
– eles giram um em volta do outro. Além do mais, sua trajetória cruza a de Netuno, que é muitíssimo maior. Assim, ele
nunca poderia ser considerado o objeto dominante.


(Lopes, Reinaldo José. Folha de S. Paulo, 25/08/2006, Caderno Ciência )


Em relação à classe de palavras, assinale a alternativa INCORRETA.

a) "Foi uma reviravolta e tanto..." (verbo)
b) "Nem seu satélite Caronte gira propriamente em torno dele - " (adjetivo)
c) "Assim, ele nunca poderia ser considerado o objeto dominate." (advérbio)
d) "O argumento usado para rebaixar Plutão foi, ..." (substantivo)
e) "- eles giram um em volta do outro." (artigo indefinido)

CONSULPLAN - CESAN - ES - Faixa Funcional VII - Técnico em Segurança do Trab - 2011
Português / Classes das Palavras

A arca do tesouro da biologia

A maioria das pessoas vive a ilusão de que o planeta funciona exclusivamente como um sistema físico, no qual

condições climáticas adequadas permitiram o surgimento e a manutenção da vida. Na realidade, a terra possui outro
sistema vital, o biológico. Um depende do outro, e os dois são intimamente interligados. Os níveis anormais de gases do
efeito estufa na atmosfera em relação aos da era pré-industrial causaram um aumento de 0,75 grau na temperatura do
planeta. Esses gases são consequência do distúrbio promovido pelo homem na biologia do planeta: da queima, simultânea
em toda a terra, de produtos provenientes da biologia antiga, como carvão, petróleo e gás. Também são resultantes, em
quantidade aproximadamente igual, da destruição e da degradação de ecossistemas modernos.
A Amazônia é um elemento fundamental para os dois sistemas, tanto os de escala planetária quanto os da América do

Sul. A floresta também é imprescindível para o futuro do Brasil, pelos seus vínculos negativos e positivos com as
mudanças climáticas globais e também pelos seus enlaces com o clima regional. À medida que o Brasil e o mundo
começam a eleger bens e serviços ecológicos como as melhores opções para uma economia sustentável e para o bemestar
humano, aumentam as promessas de preservação e de cuidado com a floresta. Entender a importância da Amazônia
para o Brasil e para o mundo deverá ser o aspecto central para o desenvolvimento de uma política para a região.
Nos últimos anos, o Brasil avançou muito na redução do desmatamento da Amazônia, e é essencial que esses

esforços e que a redução continuem. No passado, o índice de desmatamento flutuou sob a influência de vários fatores,
como preços de commodities e vontade política. Há muito em jogo para permitir o declínio dessa tendência promissora.
Pagar pelos serviços prestados pela floresta em termos de armazenagem e sequestro de carbono para fins climáticos é
uma saída para impedir que haja mais degradação.
Chegou a hora de construir sobre os avanços já conseguidos, de desenvolver uma nova política sustentável e de

grande alcance para a floresta – uma política que garanta a importância da Amazônia para o Brasil e para o resto do
mundo. (Thomas Lovejoy, VEJA – Edição Especial, dez. 2010 / Fragmento)

Assinale a alternativa que relaciona INCORRETAMENTE as classes de palavras:

a) "Entender a importância da Amazônia para o Brasil..." (preposição)
b) "Também são resultantes, em quantidade aproximadamente igual,..." (adjetivo)
c) "Chegou a hora de construir sobre os avanços já conseguidos,..." (advérbio)
d) "No passado, o índice de desmatamento flutuou..." (substantivo)
e) "Um depende do outro, e..." (verbo)

CONSULPLAN - Pref. Sto Antônio do Descobert - Nutricionista - 2011
Português / Classes das Palavras

Por que não reescrevem tudo?


De uns tempos para cá, não sei se me engano, começaram a proliferar normas destinadas a controlar nossa conduta individual. Falei em algumas aqui e cheguei a aventar a hipótese de que uma agência governamental, ou qualquer outra das muitas autoridades a que vivemos subordinados sem saber, venha a estabelecer normas para o uso do papel higiênico e garantir sua observação através da instalação de câmeras nos banheiros de uso público. Nos banheiros domésticos, imagino que seriam suficientes umas visitas incertas de inspetores com gazuas, para tentar flagrar os que se asseassem ilegalmente.
Não se trata somente de passatempo para burocratas entediados e sem mais o que fazer. Trata-se da convicção, que parece grassar truculentamente em toda parte, de que existe algo “certo”, cientificamente certo e, portanto, todos devem comportar-se dentro do certo. Se nas ciências físicas esse negócio de “certo” já é olhado com um pé atrás, nas ciências humanas, que nunca puderam aspirar ao nível de objetividade daquelas, a existência do “certo” é muito discutível, envolve necessariamente valores, valores que permeiam toda ação do homem e não são território da ciência e da objetividade.
Agora leio aqui nos jornais que a compulsão pelo certo acaba de atingir novo limite. Desta vez, por um parecer do Conselho Nacional de Educação, que opinou que o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, deve ser proibido nas escolas públicas, por se tratar de obra racista. Sei que, entre vocês, há leitores de Monteiro Lobato que acharam que não entenderam o que acabaram de ler. Mas é isso mesmo: não pode Caçadas de Pedrinho, porque é racista. Ou, por outra, pode, mas somente “quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil”.
(...)
Agora, ao que parece, o correto é a leitura tutelada, orientada. Antigamente, a literatura infantil era liberdade, escape, território autônomo em que a imaginação do jovem, ainda não embotada pela experiência, o levava a uma felicidade mais tarde irreproduzível. Agora talvez se diga “você gostou disso, por aquilo; e não gostou disso, porque não é para gostar, está errado”. A boa literatura dá lições como consequência, não como objetivo. Deve-se ensinar a ler por prazer, de maneira desarmada e aberta – e não há como desconfiar dos clássicos como Lobato, os clássicos são clássicos porque são clássicos.
(...)
Finalmente, em que medida os defeitos não são subjetivos, ou seja, não estão apenas na mente e na percepção de quem os aponta? Existirá um racismômetro? E, mais ainda, não haverá outras áreas sensíveis? Acho que a adoção de mais controles é decorrência lógica e questão de justiça. Temos por exemplo a antropologia ultrapassada de Euclides da Cunha, o tal que falou no “mestiço neurastênico do litoral”. É tão presente nele essa visão antropológica superada (além de ofensiva a grupos raciais; eu mesmo sou mestiço neurastênico do litoral e as mulheres sempre me discriminaram) que o melhor seria mandar um antropólogo correto e moderno reescrever Os Sertões, para quê o velho? Esperemos também alegações de violência contra mulheres (Barba-Azul), machismo ( Bolinha ), ódio a uma espécie em extinção (o lobo de Chapeuzinho Vermelho), exploração de deficientes verticais ( os anões de Branca de Neve ), apologia da bruxaria ( a Bela Adormecida ) e assim por diante. Olhando para trás, chego a ter um arrepio, em ver como escapamos por pouco de termos as personalidades deformadas pela leitura irresponsável dos clássicos, esses repositórios de traições, assassinatos, incestos, preconceitos, guerras, adultérios e tudo mais que o planejamento científico logo eliminará. Melhor por enquanto ficar longe deles e aguardar instruções das autoridades.


(João Ubaldo Ribeiro. O Globo, domingo, 07 de novembro de 2010)

As palavras "certo" (3º§), "parecer" (3º§), "jovem" (4º§) correspondem, pela ordem, a :

a) adjetivo / verbo / verbo
b) substantivo / substantivo / substantivo
c) adjetivo / substantivo / verbo
d) adjetivo / substantivo / substantivo
e) substantivo / verbo / verbo



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