Questões da Banca COPS - UEL

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COPS - UEL - Polícia Civil - PR - Delegado - 2013
Direito Processual Penal / Diversos

Segundo a Lei nº 11.340/2006, assinale a alternativa correta.

a) A prisão preventiva do agressor é medida cabível em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução processual, desde que requerida pela ofendida ou pelo Ministério Público.
b) As medidas protetivas de urgência poderão ser requeridas pela autoridade policial, em qualquer momento da investigação.
c) Após fixadas as medidas protetivas, ainda que sofram alterações, deverão ser mantidas até o julgamento final do processo.
d) É facultada ao juiz a aplicação de pena pecuniária nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, quando comprovado prejuízo.
e) O juiz poderá aplicar de imediato ao agressor a medida protetiva de afastamento do lar e prestação de alimentos provisionais, em conjunto ou separadamente.

COPS - UEL - Polícia Civil - PR - Delegado - 2013
Direito Processual Penal / Questões e Processos Incidentes

Acerca do incidente de insanidade no Código de Processo Penal, considere as afirmativas a seguir.

I. É inadmissível o exame de sanidade mental antes de iniciar a ação penal, conforme o § 1º do Art. 149 do Código de Processo Penal.
II. Mesmo que o resultado do exame de insanidade comprove a inimputabilidade do denunciado, o representante do Ministério Público, autor da denúncia, estará impedido de requerer a sua absolvição ou a aplicação de medida de segurança.
III. O juiz nomeará curador ao acusado, quando determinar o exame, ficando suspensa a ação penal já iniciada, salvo quanto às diligências que possam ser prejudicadas pelo adiamento.
IV. Quando houver dúvida sobre a integridade mental do acusado, o juiz ordenará de ofício ou a requerimento do Ministério Público, do defensor, do curador, do ascendente, do descendente, do irmão ou do cônjuge que o acusado seja submetido a exame médico-legal.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

COPS - UEL - Polícia Civil - PR - Delegado - 2013
Medicina / Geral

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava
os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no Rio de Janeiro, há algumas semanas,
jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos,
desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado” em lojas, consultórios, bancos ou supermercados
não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as
divulgadas pelo Mapa da Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios
no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que aparentemente
não enfrenta conflitos raciais.
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro indicador importante. De acordo com o Censo 2010,
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros com nível superior
completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução
ou que não terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e
26,3 milhões de brancos.
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato
Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca despertar o protagonismo em entidades
sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades,
na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder. “Quando chegam
a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo-se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para
trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados, acabaram nas periferias e favelas das cidades,
impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de
5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A
não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se
expressa no baixo volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de
Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes de preconceito, o que
resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a
exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se reconhece a necessidade de políticas públicas,
se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas
passam pela melhoria no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)

Assinale a alternativa em que a primeira frase do 5º parágrafo é corretamente reescrita, sem alteração do sentido original.

a) Ele enfatiza que os negros que são vítimas da discriminação racial nas universidades, na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder, são minoria.
b) Ele enfatiza que a minoria dos negros é vítima de discriminação em função da cor da pele nas universidades, na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder.
c) Os negros são enfatizados por ele como vítimas de discriminação decorrente da cor da pele e como minoria nas universidades, na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder.
d) A ênfase sobre os negros como vítimas da discriminação causada pela cor da pele é minoritária nas universidades, na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder.
e) Nas universidades, na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder, os negros são minoritariamente enfatizados por ele, como vítimas da discriminação em função da cor da pele.

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Medicina / Geral

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava
os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no Rio de Janeiro, há algumas semanas,
jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos,
desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado” em lojas, consultórios, bancos ou supermercados
não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as
divulgadas pelo Mapa da Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios
no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que aparentemente
não enfrenta conflitos raciais.
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro indicador importante. De acordo com o Censo 2010,
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros com nível superior
completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução
ou que não terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e
26,3 milhões de brancos.
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato
Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca despertar o protagonismo em entidades
sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades,
na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder. “Quando chegam
a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo-se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para
trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados, acabaram nas periferias e favelas das cidades,
impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de
5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A
não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se
expressa no baixo volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de
Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes de preconceito, o que
resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a
exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se reconhece a necessidade de políticas públicas,
se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas
passam pela melhoria no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)

Sobre as referências à história que aparecem a partir do sexto parágrafo, assinale a alternativa correta.

a) O sociólogo faz referência a dois momentos da história brasileira: o período do tráfico de escravos e a libertação de negros com a implementação da lei que entrou em vigor em 1989, extinguindo o racismo.
b) O sociólogo faz alusões a períodos da história brasileira para contrastar passagens de séculos anteriores ao atual com a situação contemporânea, em que os problemas raciais já arrefeceram muito.
c) O sociólogo reconhece um momento central da história brasileira - a abolição da escravatura - como acontecimento expressivo do final paulatino do racismo, consolidado cerca de cem anos depois com a implementação da lei de 1989.
d) O sociólogo faz menção a momentos da história brasileira em que atos de violência e preconceitos persistem mesmo quando há iniciativas tidas como favoráveis aos negros, como a abolição da escravatura e a implementação da lei de 1989.
e) O sociólogo cita três passagens da história brasileira - o tráfico de escravos, a abolição da escravatura e a lei em vigor desde 1989 - para ilustrar como tais acontecimentos geraram episódios de violência dos quais os negros ainda são vítimas.

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Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava
os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no Rio de Janeiro, há algumas semanas,
jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos,
desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado” em lojas, consultórios, bancos ou supermercados
não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as
divulgadas pelo Mapa da Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios
no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que aparentemente
não enfrenta conflitos raciais.
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro indicador importante. De acordo com o Censo 2010,
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros com nível superior
completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução
ou que não terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e
26,3 milhões de brancos.
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato
Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca despertar o protagonismo em entidades
sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades,
na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder. “Quando chegam
a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo-se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para
trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados, acabaram nas periferias e favelas das cidades,
impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de
5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A
não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se
expressa no baixo volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de
Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes de preconceito, o que
resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a
exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se reconhece a necessidade de políticas públicas,
se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas
passam pela melhoria no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)

Sobre os termos "evidente" e "evidências", usados nos dois últimos parágrafos, e seus significados relacionados ao texto, assinale a alternativa correta.

a) A ideia de "evidência" é muito próxima do sentido presente na expressão "subjetividade do racismo".
b) A noção de "evidência" é corroborada pelo número de denúncias registradas na Polícia Civil entre 2007 e 2012.
c) O sentido de "evidência" é reiterado pela eficácia da lei, que, desde 1989, pune crimes de preconceito racial.
d) A referência aos preconceitos raciais como "evidentes" está apoiada na ideia da perpetuação do contexto de discriminação racial.
e) A evidência do racismo está representada pela natureza inequívoca e subjetiva das manifestações de preconceito que caracterizam os crimes.

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Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava
os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no Rio de Janeiro, há algumas semanas,
jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos,
desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado” em lojas, consultórios, bancos ou supermercados
não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as
divulgadas pelo Mapa da Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios
no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que aparentemente
não enfrenta conflitos raciais.
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro indicador importante. De acordo com o Censo 2010,
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros com nível superior
completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução
ou que não terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e
26,3 milhões de brancos.
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato
Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca despertar o protagonismo em entidades
sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades,
na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder. “Quando chegam
a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo-se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para
trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados, acabaram nas periferias e favelas das cidades,
impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de
5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A
não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se
expressa no baixo volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de
Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes de preconceito, o que
resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a
exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se reconhece a necessidade de políticas públicas,
se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas
passam pela melhoria no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)

Sobre as referências, no texto, ao ministro Joaquim Barbosa e ao presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, assinale a alternativa correta.

a) O presidente dos EUA, Barack Obama, é citado como uma das vítimas de discriminação racial que chegou ao poder para contornar as vicissitudes dos negros.
b) O ministro Joaquim Barbosa é apontado como um exemplo de que o racismo no Brasil interfere pouco sobre as possibilidades de ascensão social dos negros.
c) O ministro Joaquim Barbosa e o presidente dos EUA, Barack Obama, são referidos como exemplos malogrados da inacessibilidade dos negros a cargos poderosos.
d) O ministro Joaquim Barbosa e o presidente dos EUA, Barack Obama, são mencionados como exemplos de que a ascensão social dos negros é uma marca da contemporaneidade.
e) O ministro Joaquim Barbosa e o presidente dos EUA, Barack Obama, são expostos como negros que atingem altos postos nas esferas do poder, estimulando uma espécie de orgulho racial.

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Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava
os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no Rio de Janeiro, há algumas semanas,
jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos,
desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado” em lojas, consultórios, bancos ou supermercados
não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as
divulgadas pelo Mapa da Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios
no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que aparentemente
não enfrenta conflitos raciais.
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro indicador importante. De acordo com o Censo 2010,
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros com nível superior
completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução
ou que não terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e
26,3 milhões de brancos.
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato
Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca despertar o protagonismo em entidades
sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades,
na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder. “Quando chegam
a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo-se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para
trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados, acabaram nas periferias e favelas das cidades,
impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de
5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A
não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se
expressa no baixo volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de
Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes de preconceito, o que
resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a
exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se reconhece a necessidade de políticas públicas,
se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas
passam pela melhoria no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)

Quanto à concordância, a forma verbal

a) "jogou", no 1º parágrafo, concorda com "tratamento".
b) "denunciam", no 2º parágrafo, concorda com "olhares".
c) "deixa", no 2º parágrafo, concorda com "relato".
d) "chamam", no 2º parágrafo, concorda com "mortes".
e) "enfrenta", no 2º parágrafo, concorda com "atenção".

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Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava
os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no Rio de Janeiro, há algumas semanas,
jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos,
desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado” em lojas, consultórios, bancos ou supermercados
não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as
divulgadas pelo Mapa da Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios
no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que aparentemente
não enfrenta conflitos raciais.
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro indicador importante. De acordo com o Censo 2010,
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros com nível superior
completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução
ou que não terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e
26,3 milhões de brancos.
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato
Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca despertar o protagonismo em entidades
sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades,
na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder. “Quando chegam
a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo-se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para
trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados, acabaram nas periferias e favelas das cidades,
impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de
5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A
não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se
expressa no baixo volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de
Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes de preconceito, o que
resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a
exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se reconhece a necessidade de políticas públicas,
se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas
passam pela melhoria no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)

Sobre os termos "aparentemente", no 2º parágrafo, e "supostamente", no 6º parágrafo, assinale a alternativa correta.

a) O termo "aparentemente" pode ser substituído por "visivelmente", sem prejuízo do sentido original da frase.
b) O termo "supostamente" pode ser substituído por "previamente", sem prejuízo do sentido original da frase.
c) São termos que podem ser deslocados aleatoriamente dentro das respectivas frases, sem prejuízo do sentido das mesmas.
d) São termos que podem ser substituídos por "pretensamente", sem prejuízo dos sentidos originais das frases.
e) São termos que podem ser suprimidos das frases que, mesmo assim, elas preservarão seu sentido original.

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Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava
os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no Rio de Janeiro, há algumas semanas,
jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos,
desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado” em lojas, consultórios, bancos ou supermercados
não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as
divulgadas pelo Mapa da Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios
no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que aparentemente
não enfrenta conflitos raciais.
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro indicador importante. De acordo com o Censo 2010,
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros com nível superior
completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução
ou que não terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e
26,3 milhões de brancos.
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato
Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca despertar o protagonismo em entidades
sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades,
na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder. “Quando chegam
a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo-se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para
trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados, acabaram nas periferias e favelas das cidades,
impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de
5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A
não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se
expressa no baixo volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de
Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes de preconceito, o que
resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a
exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se reconhece a necessidade de políticas públicas,
se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas
passam pela melhoria no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)

Sobre a locução prepositiva "Apesar de", no 2º parágrafo, assinale a alternativa correta.

a) A locução tem a finalidade de introduzir um obstáculo hipotético que impede parcialmente a concretização dos acontecimentos descritos no restante da frase.
b) A locução tem o propósito de enunciar uma situação que reduzirá o impacto do conteúdo dos relatos e das denúncias dos negros brasileiros, exposto no restante da frase.
c) A posição da locução logo no início da frase é estratégica para estabelecer o contraste entre as ideias expressas no primeiro parágrafo e o conteúdo exposto na frase inicial do segundo.
d) A situação introduzida pela locução tem sua relevância diminuída diante da apresentação das demais ideias expressas - as denúncias.
e) Há uma relação de equilíbrio, no que se refere à relevância, entre as ideias introduzidas pela locução - a inexistência de preconceito assumido - e o restante da frase: as denúncias e os relatos dos negros.

COPS - UEL - Polícia Civil - PR - Delegado - 2013
Medicina / Geral

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava
os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no Rio de Janeiro, há algumas semanas,
jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos,
desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado” em lojas, consultórios, bancos ou supermercados
não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as
divulgadas pelo Mapa da Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios
no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que aparentemente
não enfrenta conflitos raciais.
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro indicador importante. De acordo com o Censo 2010,
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros com nível superior
completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução
ou que não terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e
26,3 milhões de brancos.
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato
Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca despertar o protagonismo em entidades
sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades,
na política, em cargos de gerência e outras esferas relacionadas ao poder. “Quando chegam
a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo-se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para
trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados, acabaram nas periferias e favelas das cidades,
impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de
5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A
não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se
expressa no baixo volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de
Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes de preconceito, o que
resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a
exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se reconhece a necessidade de políticas públicas,
se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas
passam pela melhoria no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)

Sobre o uso de aspas no texto, assinale a alternativa correta.

a) O uso de aspas duplas no segundo parágrafo pode ser substituído pelo uso de parênteses, sem prejuízo da compreensão e do sentido do trecho.
b) O uso de aspas duplas no início do quarto parágrafo deve-se à identificação do discurso direto, representando a fala do sociólogo.
c) O uso de aspas simples e duplas no quinto parágrafo decorre da ironia atribuída pela autora do texto às declarações do sociólogo.
d) O uso de aspas duplas no sexto parágrafo pode ser substituído pelo uso de dois pontos, sem prejuízo do sentido original do trecho.
e) O uso de aspas duplas no sétimo parágrafo deve-se à necessidade de dar ênfase à declaração do sociólogo.

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